Edição V. 2, Ed. 1 - 01/01/2002

Bactérias e Antraz

Os casos de contaminação por Antraz, nos EUA, têm despertado muita curiosidade a respeito desta pequena e letal bactéria. Que tal aproveitar esta curiosidade "natural" dos alunos para entender melhor as bactérias? Afinal, elas estão no mundo há bem mais tempo que nós, e estão por todos os lugares....

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Dengue: compreender para combater

Com um nome tão singelo, ninguém imagina que esta doença também é chamada de "febre quebra ossos". Quem já sofreu do mal entende bem o significado. Não tem nada de dengoso, a não ser a moleza, a fraqueza que o doente sente.

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Clonar ou não clonar? Eis a questão...

A clonagem de seres humanos é um dos temas científicos mais em pauta na mídia, ultimamente. O assunto já causou muita discussão apesar do pouco conhecimento sobre o tema, não só pelo público leigo como pelos próprios cientistas que trabalham na área.

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Projeto Genoma Humano e ética

Projeto genoma humano e ética. São Paulo Perspec. [online]. julho/setembro. 2000, vol.14, no.3 [in. 13 de novembro de 2002], p.47-52.

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Biologia molecular da doença de Alzheimer: uma luz no fim do túnel?

ALMEIDA, O.P. Biologia molecular da doença de Alzheimer: uma luz no fim do túnel?. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. Jan./Mar. 1997, vol.43, no.1 [cited 14 November 2002], p.77-81.

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Química e biologia do envelhecimento

Texto do Laboratório de Pesquisa em Ensino de Química Faculdade de Educação da USP (L@PEC/FEUSP) In: http://quimica.fe.usp.br/global/ca8/radica.htm

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Câncer de pulmão

FONTE: Victor Wünsch Filho ,Gilka J. Figaro Gattás. Cadernos de Saúde Pública vol.17 no.3 Rio de Janeiro May/June 2001

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Células-tronco: a medicina do futuro

Artigo publicado na Revista Ciência Hoje (SBPC), vol 29, nº 172, junho de 2001

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Coração Restaurado

Artigo publicado na Revista Pesquisa Fapesp nº 88, junho de 2003

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A Lei de Proteção ao Patrimônio Genético

Artigo publicado na revista Ciência e Cultura (SBPC), nº 3, jul/ago/set 2003

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Com quantos "efes" se escreve "evolução"?

Um observador da vida selvagem não deve encontrar dificuldades para reunir exemplos de plantas e animais que parecem estar bem ajustados aos lugares onde vivem: árvores que atraem polinizadores específicos para suas flores; lagartas que constroem abrigos nas folhas da planta-hospedeira; abelhas que controlam a temperatura da colmeias; peixes que nadam em águas profundas sem morrer esmagados; morcegos que navegam no escuro sem trombar nos obstáculos etc. [1]

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Plantas-hospedeiras, insetos folívoros e o terceiro nível trófico

Trechos deste ensaio foram originalmente redigidos para mais de um trabalho acadêmico. Por simplificação, retirei as citações do corpo do texto e omiti a lista com as referências incluídas no manuscrito original; o leitor eventualmente interessado pode solicitar cópia da versão completa pelo meu endereço eletrônico: meiterer@hotmail.com

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Erros e mentiras

Fiorello La Guardia pode estar destinado a entrar para a história basicamente como o padrinho de um aeroporto. Mas foi um grande prefeito de Nova York nos anos duros da Depressão e da Segunda Guerra. (Minha certidão de nascimento traz sua assinatura - pelo menos na forma de carimbo.) Também possuía em abundância a característica que apreciamos muito, mas raras vezes encontramos em pessoas que assumem uma posição de destaque - a disposição de admitir seus erros ocasionais e inevitáveis. Em sua tirada mais famosa, La Guardia disse certa vez: "Quando eu erro, erro bem!”.

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Conrad Gesner e a sistemática biológica

Um dos mais antigos ramos das ciências da vida, a sistemática biológica, lida com a descoberta e a organização dos padrões de diversidade dos organismos, representando sua história evolutiva através de classificações. O vasto edifício da sistemática moderna deve muito ao trabalho pioneiro de Conrad Gesner – Historia animalium, primeiro volume publicado em 1551, que forneceu importante arcabouço para o desenvolvimento daquela ciência.

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Apoptose, a morte celular programada

S. L. Weinberg, M.D. Clin Cardiol, 1999; 22: 383 In: http://www.cardionews.org/jornal/1999/julho/julho1999_18.htm

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O mundo visto de Baraka

Baraka é uma favela em Dakar, capital do Senegal. Mais um destes tantos pedacinhos do mundo globalizado que, juntos, abrigam a metade da humanidade que conta com menos de 2 dólares por dia. São os que vivem abaixo da linha da pobreza na visão quantitativa do Banco Mundial. Na verdade, em Baraka, as pouco mais de 200 famílias, numa média de 10 membros por família, vivem com bem menos, com renda diária que se conta em centavos de dólar. E vivem, teimosamente, mas com cabeça altiva.

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Consciência Negra

No dia 20 de novembro de 1695, morreu Zumbi dos Palmares, hoje considerado o maior líder da resistência negra contra a escravidão. Por esse motivo, nesta data comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra, que representa o reconhecimento da luta dos negros no Brasil.

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Um Mundo Mais Feminino é Possível?

Isto não é bem uma análise, é mais um desabafo na forma de testemunho. Certo, não consigo me desvencilhar de um jargão "sociológico", forjado ao longo dos 56 anos bem feitos. Mas tento. Talvez pior do que o olhar emprestado a certa ciência social seja a viseira machista em que fui treinado, ou melhor, domesticado e formado. Aí começa o meu testemunho: somos poucos, muito poucos, a reconhecer a verdadeira estrutura mental, de formas de pensar a realidade, que as desiguais relações de gênero criam na nossa cultura e que são nosso modo de ser.

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A água da Terra

No dia 22 de março, um brinde à água. Desde a ECO 92, este é o Dia Internacional da Água. A data existe há dez anos mas, infelizmente, tem sido pouco lembrada.

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Direito Internacional

Do livro O que é direito internacional, de José Monserrat Filho, SP: Brasiliense, 1986

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O ECA adolescente

Li em algum lugar que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), agora que está completando 12 anos, já atingiu a idade para poder ser internado na Febem. Era uma piada, mas ela revela o quanto ainda falta para essa legislação ser conhecida, implementada e respeitada em nossa sociedade.

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Receitas contra o racismo

Ao longo dos últimos anos, o Brasil passou por um grande processo de mudanças, no que diz respeito às relações raciais. A percepção do País como uma democracia racial é cada vez menos consensual, e, hoje, diferentes setores da sociedade têm sua agenda política marcada pelo debate sobre o racismo como elemento constitutivo de nossa sociedade (veja a referência bibliográfica). Embora ainda exista a autoimagem do Brasil como homogêneo e indiferenciado, encontra-se, progressivamente, maior abertura a experiências que procuram beneficiar grupos específicos, que tenham, historicamente, menor acesso a oportunidades. O debate nacional sobre ação afirmativa é bastante recente, datando dos últimos cinco anos. De maneira geral, o movimento negro brasileiro tem sido o responsável pela introdução do tema no debate público nacional. Frequentemente o assunto é alvo de muitas críticas e existem resistências à sua incorporação. As críticas mais comuns destacam que políticas específicas trariam conflito e divisionismo. As críticas relacionam-se também à inadequação de políticas desse tipo, uma vez que a situação desvantajosa da população negra estaria associada ao seu baixo grau de escolaridade. Portanto, uma melhoria geral das políticas educacionais traria os benefícios esperados à população afro-brasileira.

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O Hiato entre Cidadania e Poder

Em diferentes partes do mundo, estão sendo criados fatos e situações novas para a democracia que todas e todos, amantes da liberdade e dignidade humanas, precisamos encarar com urgência e ousadia. Alguns já falam até em crise da própria democracia. Provavelmente, é isto mesmo, uma crise política em gestação. Sua solução não é visível. Ainda é tempo de agir, evitando turbulências maiores e a volta de soluções fascistas e autoritárias. Mais que isto, são também componentes da crise os sinais que apontam para a possibilidade de um salto qualitativo com a radicalização da democracia como valor e ideal, como opção e proposta. Estamos, na verdade, diante de novos desafios para a cidadania, que tantas mulheres e tantos homens, mundo afora, lutam para por no centro. Nunca é demais lembrar quão recente e frágil é a democracia. Além do mais, a maior ameaça à globalização reinante do tudo pelo mercado vem exatamente de cidadãs e cidadãos em movimento, que dizem não e resistem.

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Nem direitos, nem humanos

Se a máquina militar não mata, se oxida.

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O Risco de não Mudar

A vulnerabilidade do Brasil começa a ficar evidente. O neoliberalismo, como ideologia e como modelo de política macroeconômica, nos levou a isto mesmo: submissão da economia, da sociedade e do próprio Estado aos interesses das forças que controlam o mercado e o poder global. Pior, abriu as comportas do país de modo especial aos humores e à ganância dos capitais financeiros especulativos para os quais o mundo não passa de um grande cassino. Agora, diante das turbulências, nos falam das eleições e do risco que representariam possíveis mudanças de rumo do país. Por favor, senhores, não nos façam de tontos! A vulnerabilidade são vocês que a construíram. Ou mudamos isto ou vamos rápido ao desastre. Que a destruição em curso na Argentina nos sirva como exemplo!

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A Insegurança no Coração do Império

Diariamente, estamos sendo bombardeados com os tais índices da Bolsa de Valores. Tanto por cento para cima, tanto por cento para baixo, num confuso vai-e-vem de difícil compreensão para leigos. Claro, depois de tanto diferentes jornalistas e analistas insistirem, sabemos que as Bolsas estão em queda e que um certo pânico se espalha pelo mundo afora. Já não é mais o tal efeito Argentina, nem o efeito eleitoral interno, capaz de ser captado por um novo termômetro financeiro, o Lulômetro, que conseguem explicar o momento de certo pânico no ar. Em termos muito diretos e simples, parece que o "cassino global", que subjugou a economia real nestes tempos de globalização, está ele mesmo em enormes dificuldades. Se num primeiro momento muita gente sentiu uma ponta de satisfação em ver finalmente os especuladores perdendo dinheiro, logo, muito logo, foi se instalando uma certeza de que toda está dança confusa das Bolsas não é coisa boa, não. O sentimento que aflora é algo difuso e distante, como se a gente antevisse a volta da instabilidade e da inflação, com a sua pesada conta sobre os de sempre, setores intermédios e classes populares. Como não dá para fazer muita coisa, a gente deixa para lá e volta a discutir os problemas mais imediatos, como o desemprego e a precariedade do trabalho, ou a maré montante da violência e do crime organizado nos grandes centros urbanos.

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Um Compromisso com a Liberdade e a Dignidade Humanas

No próximo dia 9 de agosto estaremos lembrando 5 anos da morte de Betinho. Tal dia não deixa de ser uma data especial para o Ibase, de quem o Betinho foi um dos fundadores, 21 anos atrás, e diretor geral. É um dia para lembrarmos o legado do Betinho e a nossa missão institucional. Aliás, nada parece mais oportuno do que reafirmar a convicção na democracia e na possibilidade de através de uma democracia inclusiva e participativa, de base, edificar os fundamentos de uma sociedade sustentável, de liberdade e dignidade humanas para todas e todos os brasileiros, sem exceções. Na atual conjuntura de eleições no Brasil, mas em que a crise de um capitalismo virado cassino global ameaça a tudo e a todos e aumenta o descrédito na democracia, o Ibase se sente desafiado, como o Betinho, a apostar na cidadania em ação, a força motriz e transformadora das democracias. Nunca é demais lembrar que o Ibase, antes de ser o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, foi concebido como I-Base - Instituto para a base, um agente da democracia construída de baixo para cima.

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O Clamor que brota da Sociedade Civil Mundial: impossível ignorá-lo

O Conferência de Johannesburgo, recém concluída, é um atestado patético de que não podemos continuar assim. Conhecida também como a "Rio + 10" - pois pensada para permitir um balanço dos 10 anos após a Conferência de Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992 - a Conferência de Johannesburgo completa e esgota todo um modelo de negociações internacionais. Ao invés de avançarmos em termos de governança e gestão coletiva do Planeta Terra, produzimos uma grande frustração e estamos num impasse. O promissor ciclo de grandes conferências, patrocinado pela ONU, foi incapaz de fazer frente ao cinismo neoliberal, com sua selvagem lei de regulação pelo mais forte ao nível de mercado. A globalização econômico-financeira, baseada nas grandes corporações capitalistas, se impôs por obra de governos dos países ricos, que tudo fizeram para inviabilizar um outro modelo de desenvolvimento.

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A História aqui, agora

A gente acha a nossa vida tão curta diante da História... Fica com pena de não ter vivido a Belle Époque, de não ter descoberto os Beatles ao vivo na adolescência, de não ter frequentado as rodinhas de bossa nova ou de não ter morado no sítio com os Novos Baianos, de não ter visto, incrédulos, na recém-adquirida televisão, o Homem chegar à Lua, de não ter presenciado Woodstock ou estado em Paris no Maio de 68. A vida não é só bela, e assim escapamos também de viver na Europa das Grandes Guerras, para não falar da Peste medieval ou do Brasil de Médici. Quem nasceu do início dos anos 70 para frente ficou com a sensação de que a História tinha parado. Houve até teóricos que anunciaram em grande estilo "o fim da História": a História dos grandes acontecimentos e revoluções, uma História feita de marco em marco, de virada em virada. O mundo pós-ilusões estaria caminhando sobre uma esteira de mesmice desesperançada, e o Muro de Berlim seria o último suspiro para corroborar a tese. Sim, assistimos a este grande marco: a queda do Comunismo e o fim da URSS. Depois disso, vigoraria o pensamento único representado pela agenda da Globalização.

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Relembrando Beijing

Nunca é demais voltar a discussão para a questão da igualdade de direitos entre homens e mulheres. A IV Conferência Mundial sobre a Mulher, aconteceu em Beijing, na China, em 1995 e trouxe como pauta principal a necessidade de se debater a discriminação de gênero, discutindo a posição que as mulheres têm ocupado no cenário internacional.

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Lula e o Desafio de Radicalizar a Democracia

Sem dúvida, venceu a esperança. Lula despertou uma enorme energia e sua mensagem de mudança funcionou como um cimento aglutinador de vontades, levando-o à Presidência do Brasil. O mais importante de tudo é que o bloco de forças em torno ao PT apostou na democracia para chegar lá. Sua legítima conquista da hegemonia do poder político já é, em si mesmo, uma radicalização da democracia. Afinal, o que estamos constituindo ao dar a vitória eleitoral para Lula é a mais cabal expressão da democracia feita de baixo para cima. Ele vem, literalmente, "de baixo". O PT, como partido, é uma reinvenção democrática do modo de transformar grupos das camadas trabalhadoras e populares em sujeitos políticos ativos. Tudo isto é possível nas democracias, mas raramente acontece nas histórias reais. Daí a radicalidade democrática de que é cercada a vitória do Lula. Como canalizar tal feito para um novo estilo de poder e realizar as mudanças que este movimento "de baixo para cima" demanda?

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Ciência, tecnologia e interesse público

Ciência e Tecnologia (C&T) são uma espécie de chave para a intervenção cada vez maior do Homem na Natureza. A História nos mostra o quanto, com exemplos de impacto, da eletricidade à energia atômica, da vacina à clonagem, do avião aos satélites. E eles mudaram tão profundamente a existência humana, que podemos considerá-los fundamentais à civilização. Neste caso, vale destacar a declaração de um respeitado cientista, o astrofísico norte-americano Carl Sagan, dada numa entrevista (VEJA. A vida fora da Terra. São Paulo: Ed. Abril, 27 de mar., 1996, (29) 13, pp. 84-90.): "(...) sem os avanços técnicos na agricultura, nas ciências médicas e na tecnologia quase todos os habitantes do planeta Terra estariam agora mortos".

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Sonhar, mas um sonho possível...

Depois de sonhar o impossível, de lutar sem ceder, de vencer o inimigo invencível e negar ao invés de ceder - desculpem-me a liberdade poética na versão particular da bela canção - chegou a hora de viver e cantar o Brasil possível. Começar o ano assim, tendo aquela alegria e sentindo o nó na garganta como milhões ao ver o Lula tomar posse na presidência, é como celebrar o começo de uma nova era. E ela será, sem dúvida, porque o clima de esperança, que está no ar neste "reencontro do Brasil consigo mesmo" (Lula, no discurso de posse), nos permitirá superar o secular divórcio entre economia e sociedade, entre o desenvolvimento do país e seu próprio povo.

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Gênero e Direitos Humanos

Contribuição do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro (CEDIM)

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Discriminações e Violências

In: Mulheres e Direitos Humanos/ Cadernos CEPIA nº2

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Como meu neto vai enfrentar esta?

Meu neto Yan nasceu em novembro de 2001. Está só com 1 ano e 4 meses. Esta guerra de Bush contra o Iraque já é a sua segunda guerra como cidadão do mundo. A primeira é aquela sem desfecho do Afeganistão, no pós 11 de setembro. Eu nasci em agosto de 1945, no dia em que os EUA lançaram a primeira bomba atômica sobre uma cidade japonesa, Hiroshima. Assim como eu não fui avisado em que mundo entrava, do mesmo modo meu neto não sabe que mundo está sendo gestado pelas guerras do Bush e qual será a sina que sua geração terá que enfrentar. Os 56 anos que nos separam, porém, não guardam somente laços de sangue a nos unir. Aliás, que mudança no meu neto. Sou e sinto-me orgulhosamente brasileiro, apesar do sobrenome que carrego a testemunhar uma herança cravada lá na imigração polonesa do final do século XIX, parte da grande imigração de estrangeiros associada à transformação do trabalho escravo no Brasil. Meu neto é uma síntese ainda mais elaborada e bela expressão destes tempos contraditórios em que vivemos. Ele é um Grzybowski Abu-Asseff, genuíno brasileiro na síntese afetiva de minha filha Carvalho Grzybowski com um Jabur Abu-Asseff de descendência libanesa. Realmente, é bom ser brasileiro e dizer que, ao mesmo tempo, somos cidadãos do mundo! Isto apesar e acima dos fundamentalismos.

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A construção social do "problema" das drogas

Entre a glamourização e a demonização do uso de drogas, e em que pese a produção de conhecimento que procura dar conta da complexidade da experiência, a população consumidora continua sendo vista como a grande culpada. De um lado, a população consumidora que carrega algum estigma social - racial, ocupacional, habitacional, nacional, entre outros -, que consome drogas de baixa qualidade e, principalmente, que encontra, no comércio da droga, sua fonte de sobrevivência e de inserção social, ainda que na ilegalidade. De outro, aquela que, por sua posição social e econômica, não é estigmatizada e que se ampara na ideologia liberal que justifica que se limite para alguns -  cidadão ou cidadã de "primeira classe" - o poder do Estado de interferir na vida privada. Reiteram-se as afirmações "o uso de drogas desagrega as famílias", "o uso de drogas leva à violência", "enquanto houver usuários, haverá tráfico", "quem usa drogas participa da violência que cerca sua produção", "vamos seguir os usuários e chegaremos aos traficantes". Afirma-se que "enquanto houver demanda, haverá oferta". Mas não há razões suficientes para crermos que o "problema" da droga esteja apenas no consumo, como insistem alguns governos, instituições e parte da mídia. O consumo parece ser a ponta de um iceberg, expressão do mal-estar do sujeito no mundo moderno. Pois a demanda não brota espontaneamente, ela é produzida social e historicamente.

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Trabalho e cidadania

Neste primeiro ano do governo Lula, é necessário retomar uma velha discussão sobre a íntima relação entre condições de trabalho e cidadania. Na verdade, em última análise, é da democracia substantiva que se trata, daquela que diz respeito à qualidade das relações sociais que delimitam efetivamente os modos de inclusão ou, dada a nossa situação de pobreza e desigualdade, de enfrentamento da exclusão social a que estão condenados amplos contingentes de nossa população. Aliás, a esperança de mudanças em que se gestou o governo Lula pode se frustrar totalmente se o centro da agenda, tanto no debate público como das reformas constitucionais, das prioridades orçamentárias e das políticas governamentais, não for esta questão. O novo contrato social, republicano e democrático, apontando para o desenvolvimento econômico participativo e sustentável, só vai emergir se nos livrarmos do legado da "ditadura do mercado", que aprisiona as concepções e opções de política e nossas próprias mentes.

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O que diria o Betinho do momento?

No dia 9 de agosto de 1997 morria Herbert de Souza, o nosso Betinho. Lá se vão seis anos sem a presença física de uma figura pública ímpar na defesa de causas da cidadania e na promoção dos direitos humanos e da democracia no Brasil. Betinho buscou mas não conseguiu viver até a festa cívica da eleição e posse de Lula presidente do Brasil. Uma pena.

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Algumas Questões sobre o Magistério

In: Estudos sobre Mulher e Educação - Cadernos de Pesquisas; Fundação Carlos Chagas; S.Paulo

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A participação política das mulheres no Brasil: Uma breve história

In: A Mulher e o Poder Legislativo no Estado do Rio de Janeiro: Lugares, Perfis e Experiências Municipais (Ed. CEDIM-RJ) Coordenação de Pesquisa: Clara Araújo 

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Preconceitos Sexuais na Educação: Como se conta a História

In: Igualdade na Escola. Preconceitos Sexuais na Educação, Edição CEDIM/RJ-1995

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Alô, alô, mestiçagem

Texto apresentado no painel da IV edição dos Diálogos Contra o Racismo, no CCBB Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2003.

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Desafios, limites e possibilidades do Fórum Social Mundial

O Fórum Social Mundial está indo para a Índia. De 16 a 21 de janeiro, a hoje cidade de Mumbai - Bombaim, ainda, para muitos - vai ser o epicentro do encontro mundial anual da emergente cidadania planetária que se opõe à globalização neoliberal e às lógicas de dominação que a alimentam, como o imperialismo, o terror e a guerra. Alarga-se, sem dúvida, a amplitude do apelo do Fórum de que "um outro mundo é possível". Já que não dá para todo mundo ir ao Fórum Social Mundial, seja lá onde se realizar, ele mesmo tenta uma ousada empreitada de ir ao mundo sem perder raízes, pois em 2005 estaremos novamente em Porto Alegre. E depois? Bem, depois é depois. Até aqui o Fórum Social Mundial tem surpreendido no modo como se desenvolve. A tarefa agora é ir à Índia e extrair daí o máximo de energia para alimentar a mobilização e a capacidade de intervenção dos múltiplos atores sociais que buscam um mundo de liberdade e dignidade para todos os seres humanos do planeta. Está aí o desafio central.

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Lições de Mumbai

O Fórum Social Mundial (FSM), que este ano se realizou em Mumbai, na Índia, adquiriu uma nova e importante faceta: mostrou ser de dimensões universais. O desafio de deixar Porto Alegre, onde tudo começou em 2001, foi enorme. Como mobilização da emergente e diversa cidadania planetária, o FSM continua crescendo. Foram em torno de 75 mil delegados e delegadas, sendo 20 mil de fora da Índia. Havia também cerca de 10 mil pessoas, da própria cidade de Mumbai, que diariamente se juntavam aos eventos e mobilizações. Ao todo, quase 120 mil participantes mobilizados(as) pela ideia de que, diante da globalização dominante e suas mazelas, "outro mundo é possível".

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Neoliberalismo: A doutrina que orienta o ajuste  estrutural

In: Ajuste estrutural, pobreza e desigualdade de gênero. Recife: Iniciativa de Gênero/ S.O.S Corpo Gênero e Cidadania, 2001.

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Violência e direitos humanos

In: "Políticas Públicas para as Mulheres no Brasil - 5 anos após Beijing" Articulação de Mulheres Brasileiras, Brasília, 2000

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Mulheres na Rede

As mulheres já representam metade da população economicamente ativa do Brasil e ocupam 51% das vagas na educação, em todos os níveis, incluindo a universidade. Mas, para além da pura matemática das estatísticas, esses dados representam uma maior participação da mulher na sociedade brasileira, o que faz uma grande diferença. Já sentimos que essa participação tem significado mudanças graduais e profundas na estrutura das relações familiares, de trabalho e na esfera do poder.

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Paz: Não à lógica do terror e da guerra!

O atentado terrorista em Madri causou grande impacto. Quase não se encontra um habitante adulto da Espanha que de algum modo não se sinta atingido. Entre os mortos e feridos, cada um e cada uma encontra alguém. Dada a amplitude do ataque, para além dos familiares, sempre você descobre o parente, a cunhada, o amigo, o familiar da amiga, a irmã da sua colega de trabalho, os filhos dela, enfim, alguém que estava lá, mais uma das vítimas inocentes de uma tragédia moderna, assassina, planejada. Até eu tenho conhecidos entre as vítimas. Cheguei em Madri na tarde do dia 11, de passagem para Barcelona, para discutir a reforma do sistema de instituições multilaterais. Encontramo-nos para avaliar nossas propostas e estratégias da campanha que desenvolvemos visando reconstruir as instituições para que atendam aos anseios de uma emergente cidadania planetária, de um mundo de liberdade e dignidade para todos os seres humanos, no centro a segurança humana e a paz. Foi um seminário prenhe de emoções, em meio à tragédia de uma Espanha abatida, sofrendo.

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Suicidando Kalashinikov

Já escrevi um artigo sobre a violência. Nele, eu falava sobre o fuzil AK-47. AK vem de avtomatni Kalashnikova (automática de Kalashinikov) e 47 tem a ver com o ano (1947) em que a arma, desenhada por Mikhail Kalashinikov, ganhou uma competição de design de armas para o Exército Vermelho. Até aí tudo bem. O problema é que eu suicidei o Kalashinikov (e, para completar, ainda escrevi o nome dele errado).

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Autoconsciência do horror

Semana que passou as imagens continuaram a assombrar o mundo. Novas cenas de abusos e espancamentos apareceram nas páginas do jornal The Washington Post, para o desespero dos defensores da liberal democracia norte-americana.

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A Unctad e os ventos do desenvolvimento

A realização da XI Conferência da Unctad, iniciada ontem em São Paulo, tem tudo para ser um novo marco no debate internacional sobre o desenvolvimento. Há 40 anos, em 1964, a Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) surgia como resposta da ONU à crescente demanda dos países periféricos na ordem bipolar da Guerra Fria. No mesmo contexto, surgia o G-77, o grupo dos países não alinhados, clamando por políticas internacionais favoráveis ao desenvolvimento. A Unctad se constituiu em importante referência do G-77 em todas as negociações financeiras e comerciais.

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Calçadas manchadas de sangue

A ideia de que toda vida merece ser vivida é problemática. No entanto, mais problemática é a ideia de que alguém pode decidir por outro quando e como uma vida deve ser vivida, ou mesmo quando ela deve acabar. Nossa sociedade costumou-se a produzir um discurso repetitivo sobre a vida. Um discurso que reforça a ideia de que a vida humana é sagrada e de que qualquer atentado contra ela é um delito terrível, um dos mais odiosos, e que deve ser objeto da mais violenta repulsa.

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O que você sempre quis saber a respeito da globalização

Vestir, comer e sair são ações que nos mergulham, queiramos ou não, na globalização. É melhor ficar atento e se dar, pelo menos um pouco, o poder de escolher.

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Globalização e desigualdades sociais

O que traz de novo o Fórum Social Mundial (FSM) para o debate sobre a globalização? Em termos muito diretos e de forma sintética, diria que é a radicalidade da visão social. O FSM põe em questão a economia como prática, como ciência e, sobretudo, como construção ideológica-política expressa no neoliberalismo. Por isso, ao visar o Fórum Econômico Mundial como o pólo antagônico de um grande movimento de ideias, para o qual o FSM quer ser um dos grandes suportes, estamos na verdade definindo a própria radicalidade da perspectiva que nos anima.

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Do Brasil para o mundo, exemplo de escola cidadã

Os resultados do concurso Escolas que fazem escola: por uma pedagogia de inclusão - promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) - colocam o Brasil na posição de idealizador de projetos pedagógicos exemplares. Dos 12 trabalhos premiados de países que formam o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e de seus associados (Bolívia e Chile), três são iniciativas brasileiras. Ao todo, foram inscritos 230 trabalhos, 54 nacionais. Os demais vencedores foram: Argentina, com quatro experiências, Chile e Uruguai, com duas cada, e Bolívia, com uma.

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Fórum Social Mundial: o horizonte da cidadania planetária

O Fórum Social Mundial (FSM) é daqueles acontecimentos que demarcam épocas. Parecem surgir de forma inesperada, mas, como acabam sinalizando fins e começos, a gente descobre que eles tinham tudo por acontecer, a história estava madura para pari-los. O FSM surge como uma antítese do capitalismo globalizado, da lei do livre mercado a serviço das grandes corporações, da lógica do terror e da guerra, do imperialismo. Busca-se globalizar humanidade, com base na solidariedade entre povos, numa lógica fundada nos direitos humanos e na paz.

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Viagem ao apartheid

O cartão vem em africâner e inglês, e nele está escrito Nie-Blankes/Non-Whites - não-brancos(as). Visitantes separam-se segundo a cor e vão para uma das duas entradas do museu. Grupos de amigos e amigas, turistas e famílias se afastam com expressões aflitas. A angústia das pessoas ao se despedirem faz pensar nos filmes sobre o Holocausto. Mas essa história tem final feliz: dentro do Museu do Apartheid, os corredores se encontram novamente e todas as tonalidades de pele são vistas lado a lado no passeio pela exposição que narra a ascensão e queda do regime de repressão racial da África do Sul.

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A cor da desigualdade no debate orçamentário

Texto extraído do Boletim Orçamento e Democracia, n.13, Out.-Dez.1999

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A orçamentação como conflito de interesses

Tradução livre do livro de Aaron Wildavsky, The New Politics of the Budgetary Process, second edition, 1992, pp. 1-8. Elaborada por Ana Beatriz Cerbino.

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Bons conselhos

Se contribuir ativamente para a transformação social é a intenção da maioria das organizações da sociedade civil, a consciência sobre o papel dos conselhos é condição que não pode faltar. Primeiro porque eles são uma forma concreta e cada vez mais comum de representantes da sociedade civil organizada ajudarem efetivamente na condução de políticas públicas. Segundo porque, justamente para poder acompanhar e avaliar o que está sendo feito pelos conselhos, é preciso prestar atenção ao trabalho deles.

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Democracia em cifras na internet

Desde março, qualquer pessoa pode saber o que a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro está fazendo com o dinheiro público, acessando a página do Ibase na internet. O projeto Cidade Transparente está encurtando o caminho entre contribuintes e o orçamento. São relatórios que indicam quem é responsável pelos gastos e seus fins, como serão realizados e até em que parte da cidade vai acontecer. A ideia é que esse seja um bom exemplo para estimular populações de outros municípios a reivindicar o benefício. A seguir, uma análise detalhada sobre o orçamento carioca, baseada nos dados divulgados pelo projeto.

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Ensino pra valer

Uma das recentes iniciativas do governo federal para melhorar a qualidade da educação no Brasil foi criar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino e de Valorização do Magistério (Fundef). Seus objetivos são aumentar o montante de recursos destinado ao ensino fundamental, sendo especialmente direcionado a professores em sala de aula e a qualificação dos mesmos, criando, adicionalmente, um teto mínimo para ser gasto por aluno.

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Gênero e Raça no Orçamento Participativo

Texto extraído do Boletim Orçamento e Democracia, n.16, Out 2000-Jan 2001

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Nos trilhos da cidadania participativa

Texto extraído do Boletim Orçamento e Democracia, n.19, Nov 2001-Fev 2002.

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Quem não participa se trumbica

Texto extraído do Boletim Orçamento e Democracia, n.20, Maio-Ago 2002

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Receita municipal a gosto do freguês

Texto publicado no Boletim Orçamento e Democracia n.16, Out 2000/Jan 2001

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Remédio para doença crônica

Texto extraído do Boletim Orçamento e Democracia, n.17, Mar-Jun 2001

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A ameaça aos consensos do Cairo

Dez anos após a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, ocorrida no Cairo, controvérsias à esquerda e à direita têm provocado debates acirrados, principalmente no que diz respeito a temas como direitos reprodutivos e sexualidade. Em aliança com o Vaticano e os países islâmicos, os Estados Unidos pressionam fortemente os governos que apoiam as deliberações da conferência. Essa atitude, no entanto, vem encontrando resistência, de modo especial em países da América Latina, que lutam contra o fundamentalismo (uma primeira versão deste texto está incluída em Dez anos do Cairo: tendências da fecundidade e direitos reprodutivos no Brasil, publicação organizada por André Caetano, Sonia Corrêa e José Eustáquio Diniz Alves. O Observatório da Cidadania agradece à Abep e à Unfpa, responsáveis pela publicação, e aos editores a cessão do texto).

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É Possível a Inclusão Num Modelo Excludente?

Os anos 1950 marcaram o início de uma fase de prosperidade excepcional na história das sociedades humanas. Conforme observa Hobsbawm, nesta década e nos primeiros anos da década seguinte, "[...] embora a riqueza geral jamais chegasse à vista da maioria da população do mundo", crescia a expectativa de vida da população mundial, não havendo notícia de fome endêmica.

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Competências dos municípios

Entende-se por competência a capacidade, o poder de atuar, fazer leis, promover políticas, administrar recursos dentro do campo de ação que envolve todo o território de cada uma das esferas de poder: município, estado e União.

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Betinho e a ética na política

Há oito anos, em 9 de agosto de 1997, faleceu Herbert de Souza, o Betinho. Ele fundou o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) com Carlos Afonso e Marcos Arruda, após a anistia e a volta do exílio. Nos seus últimos 15 anos de vida como militante político que sempre foi, Betinho levantou muitas questões fundamentais para a democracia brasileira em construção. Tornou-se um ativista da sociedade civil e defensor de causas públicas de grande destaque, dada a sua capacidade de instigar, comunicar e animar atores e grupos os mais diversos.

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Cidade digital

Localizado na Serra das Araras, a 74 km do Rio de Janeiro, o municipio de Piraí é um dos mais avançados do país em termos de inclusão tecnológica.

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Água de beber?

No site da CEDAE o consumidor carioca pode ficar sabendo que o lema da companhia é "CEDAE - A melhor água do Rio". Muito estranho, já que cariocas e quase todos os fluminenses só tem os carros pipa e a água mineral dos supermercados como alternativa de fornecimento para a água podre e fedorenta derramada pela companhia pública, monopolista e incompetente.

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Fundamentos para a biocivilização

A crise capitalista em que estamos mergulhados neste início de século é uma experiência histórica do cotidiano vivida e sentida mais do que pensada. Pôr-se a refletir sobre ela é trilhar uma pista incerta, um caminho ainda por fazer, mas tarefa urgente e necessária. A humanidade está diante do desafio de fazer opções fundamentais. A escolha pode significar ir em direção ao irreversível em termos de destruição da vida e do planeta Terra ou a reconstrução das bases e das relações entre seres humanos e destes com a biosfera capazes de alimentar um processo virtuoso, ainda possível, de sustentabilidade social, ambiental e ecológica. 

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Novos Rumos

A atual crise mundial, embora mais complexa que a do fim do séc. XIX e a de 1930, pode ser mais uma oportunidade histórica para o Brasil mudar de rumo. Estamos sendo afetados, como todo mundo, pela reversão cíclica do centro principal, mas somos um país de dimensões continentais com um enorme potencial de desenvolvimento autônomo do mercado interno. Com uma economia razoavelmente diversificada, temos um baixíssimo coeficiente global de integração ao comércio internacional e um sistema financeiro nacional (público e privado) capaz de financiar endogenamente a retomada do crescimento.

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Era Menem: o legado neoliberal

O excelente padrão de vida alcançado durante do século XX e que garantiu ao país a primeira posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU no continente, tornou a Argentina a "nação mais europeia" da América Latina. Entretanto, nos anos 90, o país demonstrou uma sensível queda nos seus indicadores sociais, ao mesmo tempo em que a economia conhecia grande crescimento.

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Lições da intolerância

Faz sentido falar em respeito às diferenças em um mundo tragicamente marcado por violências e intolerâncias de todo tipo? Sim, mais do que nunca, faz sentido.

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O idoso como solução

Neste século, assistimos à firme tendência ao crescimento do tempo livre e à redução do tempo de trabalho. Geral em todas as faixas etárias acima de 18 anos, é, obviamente, no orçamento temporal dos idosos e aposentados que o tempo livre é o máximo. O tempo livre é utilizado com lazer, com atividades obrigatórias - dos cuidados pessoais ao trabalho familiar - e com atividades socialmente comprometidas (obrigações sociopolíticas ou socioespirituais). É sabido que as práticas de ação política ocupam muito pouco do tempo livre. Ainda que se observe um certo crescimento no tempo dedicado a atividades religiosas, a redução dos trabalhos familiares, derivada da criação concluída dos filhos, faz do lazer, ou do tempo para si - ocupado por atividades sociais, intelectuais e corporais -, o destino hegemônico do tempo livre para o idoso aposentado.

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Estilo familiar, escola e educação infantil

Comumente se vê a dificuldade de incontáveis pais na tentativa de educar os filhos. O esgotamento e a frustração diante de tamanho obstáculo e pouco resultado percebido podem causar não apenas culpa, mas raiva acerca de si mesmo e das circunstâncias, além do sentimento de impotência e vontade de “jogar a toalha no chão”, num gesto desesperado de desistência ante o “impossível”.

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Sexo em Paris

Liberdade, igualdade, fraternidade. Nada sintetiza melhor o ideal das luzes do século XVIII do que essas três palavras. Se existir mesmo um núcleo irredutível de humanidade em cada camarada da espécie, estas palavras deveriam nortear qualquer proposta política de um Estado democrático. Bom de dizer, mas difícil de fazer. Lembrei de uma conversa com meu amigo Carito na Praça das Flores numa noite de sexta-feira. Ele, que tem uma pousada na Costa Branca e construiu um espaço no qual os poemas de Lord Byron convivem lado a lado com a tradição sertaneja do litoral norte do Rio Grande do Norte, um dia ouviu da boca de uma turista francesa o seguinte: “você está descaracterizando a cultura local”.

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As duas forças

Diz uma piada que um dia Deus e o diabo estavam andando por um caminho. De repente, Deus para, se abaixa e pega no chão um pedaço de papel com algo escrito. O diabo pergunta: “O que é isso?”. Deus subitamente responde: “A verdade”. O diabo sorri, tira o papel da mão de Deus e diz: “Ótimo! Pode deixar que eu organizo ela para você”.

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Bilac e a Tecnologia

A crônica abaixo foi escrita por Olavo Bilac para o primeiro número da revista Kosmos, em 1904, 97 anos atrás. A incrível velocidade das transformações trazidas pela tecnologia são comentadas com maravilha e assombro. Bilac antevê o surgimento da televisão e sua importância na comunicação e na difusão de informações. No entanto, acredita que a tecnologia acabaria decretando a extinção dos livros. Hoje, para muitos, o carrasco da vez é a Internet. Estarão os livros novamente ameaçados?

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É hora de criar um site!

Se você está lendo este texto diretamente em seu computador, isto significa que faz parte do (ainda) restrito grupo de brasileiros que tem acesso à Internet e sabe utilizá-la. Uma pesquisa FGV/IBGE revela 28 milhões de pessoas têm computador em seus domicílios, enquanto 148 milhões ainda estão excluídos do mundo digital. Considerando que nem todos os que possuem computador têm acesso à Internet, você pode realmente se considerar um privilegiado: neste momento você está interagindo no mais revolucionário meio que existe para a comunicação e disseminação de conhecimentos.

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A televisão e a criança

A televisão continua sendo o meio de comunicação social mais importante na vida do homem contemporâneo. A criança é uma telespectadora assídua, pois busca entretenimento numa sociedade que a confina no espaço doméstico e que não oferece opções de lazer. A relação criança/televisão preocupa os adultos que convivem com essa situação (tanto pais quanto professores). Ela é polêmica e pouco pesquisada.

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Reflexões - pensamentos como eles aparecem

Um leitor tem o direito, cada vez mais, de interpretar, de sua própria maneira, o texto que lê. O ilustrador, então, seleciona o que mais forte se apresenta na história: cria, inventa, aproveita o seu direito de selecionar o que mais lhe agrada para mergulhar na interpretação gráfica e, muitas vezes, recriar algo além do texto.

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Um estranho gênero literário

Os moralistas de plantão que me perdoem, mas não há nada mais tedioso na leitura das revistas semanais e dos jornais do que as matérias sobre corrupção. Parece ser um assunto obrigatório na imprensa escrita, tal qual a seção de resenhas literárias ou a de esporte. A leitura não é cansativa só porque as histórias parecem as mesmas (alguém usou alguma influência para negociar alguma coisa que afeta a ética ou a legalidade), mas fundamentalmente porque a narrativa jornalística tem um elemento bastante peculiar: ela é rápida demais, só tem ápice.

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LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997

Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.

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Carta da Terra

3 a 14 de junho de 1992

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Declaração dos Direitos da Criança

Adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959.

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Convenção de Genebra (1864)

Sua Majestade o Rei dos Belgas, Sua Alteza Real o grão-duque de Baden, Sua Majestade o Rei da Dinamarca, Sua Majestade a Rainha da Espanha, Sua Majestade o Imperador dos Franceses, Sua Alteza Real o grão-duque de Hesse, Sua Majestade o Rei da Itália, Sua Majestade o Rei dos Países Baixos, Sua Majestade o Rei de Portugal e Algarve, Sua Majestade o Rei da Prússia, a Confederação Suíça, Sua Majestade o Rei de Wurtermberg:

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Declaração Universal dos Direitos Humanos

Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos.

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Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã

Mães, filhas, irmãs, mulheres representantes da nação reivindicam constituir-se em uma assembleia nacional. Considerando que a ignorância, o menosprezo e a ofensa aos direitos da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção no governo, resolvem expor em uma declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher. Assim, que esta declaração possa lembrar sempre, a todos os membros do corpo social seus direitos e seus deveres; que, para gozar de confiança, ao ser comparado com o fim de toda e qualquer instituição política, os atos de poder de homens e de mulheres devem ser inteiramente respeitados; e, que, para serem fundamentadas, doravante, em princípios simples e incontestáveis, as reivindicações das cidadãs devem sempre respeitar a constituição, os bons costumes e o bem estar geral.

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Carta de Princípios do Fórum Social Mundial

O Comitê de entidades brasileiras que idealizou e organizou o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre de 25 a 30 de janeiro de 2001, considera necessário e legítimo, após avaliar os resultados desse Fórum e as expectativas que criou, estabelecer uma Carta de Princípios que oriente a continuidade dessa iniciativa. Os Princípios contidos na Carta, a ser respeitada por todas  e todos que queiram participar desse processo e organizar novas edições do Fórum Social Mundial, consolidam as decisões que presidiram a realização do Fórum de Porto Alegre e asseguraram seu êxito, e ampliam seu alcance, definindo orientações que decorrem da lógica dessas decisões.

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Lei Áurea

A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor Dom Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

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Hino Nacional Brasileiro

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

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PROJETO DE LEI 98/2003 – Prostituição

Dispõe sobre a exigibilidade de pagamento por serviço de natureza sexual e suprime os arts. 228, 229 e 231 do Código Penal.

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Revoltado ou Criativo?

Este texto tem circulado pela internet, sem identificação de autoria. Trata-se de uma interessante e divertida reflexão sobre o complicadíssimo processo ensino-aprendizagem.

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A Cigarra e a Formiga

Este texto nasce da experiência vivida no CEDERJ nos últimos dois meses. Tenho trabalhado e trocado experiências com muitos professores universitários envolvidos na produção de materiais didáticos para cursos de Educação a Distância (EAD), das mais diversas áreas do conhecimento. A riqueza destes encontros e o esforço de compreender as dificuldades vivenciadas nesta relação são aqui minha principal motivação.

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Por Falar em Construtivismo, que tal Praticá-lo?

A palavra construtivismo entrou na moda. Dificilmente encontraremos projetos ou pessoas envolvidas com educação que não utilizem pelo menos algumas vezes em seu discurso expressões como "construir conhecimento", "proposta construtivista", ou "busca de autonomia". No entanto, as ações dessas mesmas pessoas indicam transferência, reprodução, ou automatismo.

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Universidade e Nação

Assistimos, impotentes, a mais uma longa greve nas nossas Universidades Federais. Já quase nem é mais notícia. A conjuntura de terror e guerra, deste preciso momento, nem é desculpa para tal desconhecimento, pois há anos é assim. O drama vivido pelas Universidades parece distante de nós, como se não fosse parte dos impasses que atravessamos como Nação em busca do seu lugar e seu caminho entre os outros povos do Planeta Terra. Desastrada ilusão! Dói na alma o visível sucateamento de prédios e espaços das Universidades, basta passar pelo Fundão para se ter uma ideia. Mas o mais trágico é o desmonte do projeto de Universidade Pública que está por trás. De algum modo, a crise que corrói por dentro as fundamentais instituições públicas que são as nossas Universidades Federais é como uma ameaça de destruição de nossa capacidade coletiva de pensar, de criar no pensamento as possibilidades do nosso futuro. O desmonte da Universidade Pública, não nos enganemos, está minando uma base essencial do Projeto de Nação para o Brasil. A Universidade é uma instituição relativamente recente no Brasil. A primeira - a Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro - foi criada nos anos 10 do século XX, agregando as instituições universitárias existentes. Este fato tem muito a ver com um traço de nossa história econômica, política e cultural de país determinado do exterior, com dificuldades em definir um projeto para si mesmo. Mas, a partir de então, a história muda. Projeto de Nação e Universidade passam a andar muito colados. Lembro aqui o nascimento da USP - Universidade de São Paulo, no pós-30, em que se forja a hegemonia urbano-industrial sobre os interesses agroexportadores. A USP nasce como projeto de Universidade no bojo do movimento da Semana Modernista. Até hoje pensa o país, cria para ele, sendo uma instituição bastante emblemática neste sentido. Outro exemplo é a UnB - Universidade de Brasília. Foi no bojo do caldeirão de ideias e projetos de uma Nação democrática e desenvolvida, do final dos 50 e início dos 60, que Darcy Ribeiro concebeu a UnB, nova como concepção de Universidade e nova pela ousadia de pensar o Brasil. Junto com tais criações universitárias vieram um pujante movimento universitário, cujo efeito até hoje sentimos. Os militares, a seu modo e contra o nosso gosto, forjaram um consistente projeto de Universidade tecnocrática a serviço de sua proposta de desenvolvimento autoritário acelerado para o Brasil. Na luta contra a ditadura, pelas Diretas-Já e Assembleia Constituinte, novamente a questão universitária adquiriu relevo, tanto pela participação do movimento estudantil e do novo e poderoso movimento de docentes de ensino superior, como pelos debates em torno a um projeto de Educação e Universidade para o Brasil. Enfim, as vicissitudes da Universidade Brasileira estão no centro de nossas buscas como Nação. Hoje contamos com um relativamente complexo sistema universitário de ensino e pesquisa. Mas a espinha dorsal do sistema - as Universidades Federais - está sendo corroída em sua capacidade de hegemonia de pensamento e ação. O tudo é mercadoria e mercado, e por suas regras se regula, chegou à Universidade e a está destruindo. Criar e pensar, seja criar ciência e tecnologia, como criar sentido humano às coisas, está muito além das regras da economia mercantil e de sua ideologia. Isto é trágico para o país que precisa encontrar-se consigo mesmo. Precisamos de muita ideia, de muito pensamento, de teorias, de hipóteses, de pesquisa, de ousadia, enfim, para transformar nossos sonhos em possibilidades de construção de um futuro de liberdade, igualdade na diversidade, de solidariedade e muita cidadania. Gestar um projeto de desenvolvimento democrático e sustentável de Nação Brasileira é impossível sem um ousado projeto de Universidade. Realmente não dá para aguentar o discurso dos privilégios de que seriam beneficiárias as Universidades Federais, seus professores e alunos, de que se vale o governo e praticamente o conjunto das elites, tanto na política como no meio jornalístico, cultural e empresarial. Abusos e problemas nas Universidades devem existir, aos montes. O seu combate não deve ser confundido com o próprio desmonte das instituições, como se vitais não fossem. Seria bom que nossos governantes entendessem que não existe grande Nação sem suas grandes Universidades. Afinal, que lógica é esta que considera vital gastar recursos públicos para termos saudáveis bancos e banqueiros e considera um desperdício investir nas Universidades Federais que são nosso futuro? Por fim, mas não menos importante, a hemorragia em nossas Universidades Federais é, num certo sentido, uma facada na própria sociedade civil brasileira. Mesmo mantidas pelo governo, as Universidades são por excelência instituições públicas centrais na conformação da cidadania e da participação. Este talvez seja o seu traço mais marcante. Sua autonomia e liberdade são, num certo sentido, sinônimos do grau de autonomia e liberdade de que gozam movimentos e organizações da sociedade civil, mesmo os mais pobres e excluídos, que estão segregados da atual vida universitária. As Universidades são indispensáveis como base de participação e tecido de defesa cidadã, instituições centrais em qualquer democracia. Sãs as Universidades que, por definição, juntam o universal ao específico, o traduzem e o recriam segundo as necessidades e possibilidades locais. Salvemos as nossas Universidades Federais pois isto é fundamental para que o encontro do Brasil consigo mesmo como Nação não seja irremediavelmente comprometido.

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Alguns princípios dos PCN

(...) O princípio de que todas as pessoas merecem respeito, independentemente de sua origem social, etnia, religião, sexo, opinião, assim como as manifestações socioculturais dos diferentes grupos que constituem a sociedade, fundamenta a afirmação do respeito mútuo.

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O metrô educação também pode dar certo

Ninguém acreditava, mas deu certo: no Metrô do Rio de Janeiro não se joga lixo nos trilhos, não se cospe no chão e não se picha. Para um povo que é, lá fora, muitas vezes considerado grosseiro e mal educado, até que o carioca conseguiu o que parecia impossível: uma ilha - se bem que subterrânea - de organização, ordem e respeito; ao passo que, em certos países ditos desenvolvidos, a situação é inversa: é no Metrô que aparecem certos traços de vandalismo e de irresponsabilidade social.

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Educar.... sem tirar o pé da estrada

Ele não é professor, seu dia a dia está bem longe da rotina dos que estão à frente do quadro negro mas, mesmo assim, conseguiu desenvolver um projeto que está rendendo boas aulas de história e geografia nas escolas brasileiras.

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Só aprende quem tem fome

O psicanalista e educador diz que nossas escolas dão a faca e o queijo mas não despertam a curiosidade das crianças. Para ele é preciso fugir dos programas rígidos.

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Fantasias no Ibirapuera

Duas ou três vezes por semana, tento achar tempo para andar durante uma hora, preferencialmente bem cedo na parte da manhã, no lindo Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. É sempre uma oportunidade para fazer o óbvio benéfico exercício físico, e também para recarregar minhas "pilhas" emocionais e espirituais, vendo as bonitas árvores e arbustos, os cisnes e gansos perto do lago, e pondo a minha imaginação para trabalhar.

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O uso inteligente do computador na educação

O que seria a utilização do computador na educação de maneira inteligente? Seria fazer aquilo que o professor faz tradicionalmente ou seja passar a informação para o aluno, administrar e avaliar as atividades que o aluno realiza, enfim, ser o "braço direito" do professor; ou seria possibilitar mudanças no sistema atual de ensino, ser usado pelo aluno para construir o conhecimento e, portanto, ser um recurso com o qual o aluno possa criar, pensar, manipular a informação? A análise dessa questão nos permite entender que o uso inteligente do computador não é um atributo inerente ao mesmo, mas está vinculado a maneira como nós concebemos a tarefa na qual ele será utilizado. Um sistema educacional mais conservador certamente deseja uma ferramenta que permite a sistematização e o controle de diversas tarefas específicas do processo atual de ensino. Uma máquina de ensinar e administrar esse ensino facilita muito a atividade do professor. Sistemas computacionais com essas características já foram desenvolvidos, desempenhando tarefas que contribuem muito para essa abordagem educacional e passam a ser muito valorizados pelos profissionais que compartilham dessa visão de educação. Por outro lado, os profissionais da educação que não compartilham dessa abordagem educacional certamente não necessitam de sistemas computacionais com tais características. Mesmo os sistemas de ensino mais sofisticados, com qualidades de inteligência - como a capacidade de identificar os erros cometidos pelos alunos ou indicar tarefas de acordo com o nível do aluno - não são considerados como uma forma de uso inteligente do computador na educação. Isso significa dizer que a análise de um sistema computacional com finalidades educacionais não pode ser feita sem considerar o seu contexto pedagógico de uso. Um softwaresó pode ser tido como bom ou ruim dependendo do contexto e do modo como ele será utilizado. Portanto, para ser capaz de qualificar um softwareé necessário ter muito clara a abordagem educacional a partir da qual ele será utilizado e qual o papel do computador nesse contexto. E isso implica ser capaz de refletir sobre a aprendizagem a partir de dois pólos: a promoção do ensino ou a construção do conhecimento pelo aluno. Nesse artigo será defendida a ideia de que o uso inteligente do computador na educação é justamente aquele que tenta provocar mudanças na abordagem pedagógica vigente ao invés de colaborar com o professor para tornar mais eficiente o processo de transmissão de conhecimento.

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Temas Transversais como Eixo Unificador

Existem temas urgentes e importantes cujo estudo exige uma abordagem particularmente ampla e diversificada, que não pode ficar restrita a uma única disciplina. Alguns deles foram inseridos nos PCN, que os denomina Temas Transversais e os caracteriza como temas que "tratam de processos que estão sendo intensamente vividos pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em seu cotidiano. São debatidos em diferentes espaços sociais, em busca de soluções e de alternativas, confrontando posicionamentos diversos tanto em relação a intervenção no âmbito social mais amplo quanto a atuação pessoal. São questões urgentes que interrogam sobre a vida humana, sobre a realidade que está sendo construída e que demandam transformações macrossociais e também de atitudes pessoais, exigindo, portanto, ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a essas duas dimensões".

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O que é um Projeto Interdisciplinar?

Para facilitar a transmissão e a absorção do conhecimento, os seres humanos dividiram o conhecimento em vários compartimentos, comumente chamados de disciplinas: comunicação e expressão, matemática, ciências, estudos sociais, artes, etc. - ou, alternativamente, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, artes, filosofia - para não mencionar sociologia, antropologia, economia, etc.

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Educação pela comunicação: Uma pedagogia para o século 21

A educação pela comunicação pode se tornar uma das metodologias de ensino e aprendizagem mais poderosas para atender às demandas de educação da sociedade do século 21. Mas é necessário compreender, primeiro, quais são essas demandas, para apreender a variedade de alternativas que oferece.

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Projeto: uma nova cultura de aprendizagem

A prática pedagógica por meio do desenvolvimento de projetos é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, os recursos disponíveis, inclusive as novas tecnologias, e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominado ambiente de aprendizagem. Este ambiente é criado para promover a interação entre todos os seus elementos, propiciar o desenvolvimento da autonomia do aluno e a construção de conhecimentos de distintas áreas do saber, por meio da busca de informações significativas para a compreensão, representação e resolução de uma situação-problema. Fundamenta-se nas ideias piagetianas sobre desenvolvimento e aprendizagem, interrelacionadas com outros pensadores dentre os quais destacamos Dewey, Freire e Vygotsky.

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Profissão: professor

Já reparou como as palavras profissão e professor se parecem? Elas nasceram da mesma raiz etimológica, o que faz todo o sentido: o professor é a primeira das profissões. Todas as outras especialidades e habilidades técnicas só podem existir quando há professores ensinando-as aos seus discípulos. Toda profissão precisa de professores.

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Um novo perfil de professor

Retirado do artigo "Internet e Educação", originalmente publicado na Revista Guia da Internet.Br. Rio de Janeiro:  Ediouro, n. 5, 1996.

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Educação: Quantidade x Qualidade (Educar-se é Aprender a Pensar)

Um dia virá em que só se terá um único pensamento: a educação.

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Cibercola

Se a ideia da cola pode chocar os educadores, talvez eles já estejam esquecidos dos seus dias de prova. Quem nunca se viu, durante a vida escolar, sob uma pressão desse tipo, quando a cola parece ser uma ótima solução? Há os medrosos que nunca colam e se lamentam porque veem os colegas fazerem isso e conseguirem êxito. Há os que nunca precisam, mas que são solicitados a dar cola; se recusam, são rejeitados pela turma. Há até professores que brincam incentivando os alunos a preparar suas colas em papeizinhos, cada vez mais diminutos, pois, de tanto copiarem, acabarão memorizando. E também existem os que sabem colar tão bem que enganam a todos e, anos depois, se vangloriam de suas façanhas, fazendo piadinhas nos encontros com os velhos amigos.

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Nada do que é humano me é estranho

Texto produzido para a Série "Debates contemporâneos: escola e violência", veiculada pela TVE-Brasil em  setembro de 1999. www.tvebrasil.com.br/salto

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Bullying na escola: as muitas faces da agressividade

Mais uma palavra da língua inglesa vem surgindo, cada vez com mais frequência, na imprensa brasileira. Bullying é essa palavra. Quem pensa que se trata de mais um modismo acriticamente importado, como tantos outros vindos dos países do eixo central do Hemisfério Norte, está muito enganado. Apesar do estrangeirismo, bullying é uma palavra que diz respeito a uma prática que não conhece fronteiras geográficas e/ou políticas e pode ser observada, em graus diferentes, nos quatro cantos do mundo. Em português, ela é, às vezes, traduzida como assédio moral ou físico ocorrido especialmente no ambiente escolar. No entanto, especialistas da área rebatem que não há termo correspondente na língua portuguesa para uma palavra que denota inúmeras coisas: colocar apelidos, ofender, zoar, sacanear, humilhar, discriminar, excluir, ignorar, perseguir, intimidar, aterrorizar, bater, empurrar, ferir, quebrar pertences, roubar. E há muito mais. A lista é, de fato, bem longa.

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Mercado de cérebros

Uma das discussões mais instigantes no campo da educação nesses últimos tempos tem a ver com a febre dos sites na Internet que oferecem, a uma média de R$ 3 a página, todos os tipos de trabalhos acadêmicos, desde ingênuos trabalhos escolares para o ensino médio até sofisticadas dissertações de mestrado. Dando uma olhadinha no já quase canônico site Zé Moleza, eu encontrei, na área de filosofia, que é a minha praia, à disposição 168 trabalhos, dispostos com o nome do autor e com a nota respectiva. Os títulos dos trabalhos variavam desde "O conhecimento da quididade de Deus segundo São Tomás de Aquino" até "Os reality shows".

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O riso e o siso

Hora do recreio: a bola rola, o riso corre solto, brincadeira de pique. Toca o sinal, as crianças, como um enxame de abelhas, correm para beber o último gole de água no bebedouro, fazendo fila. É um tal de "não empurra!", do menino puxando o cabelo da menina que reclama. Na escada, duas amigas fofocam e riem baixinho quando o professor passa. De volta à sala de aula, fazendo barulho, uns cantam, outros arrastam as carteiras. O professor espera a turma sossegar. Espera. Os alunos da sétima série estão particularmente inquietos hoje. O professor espera em silêncio. Alguém repara e avisa: "O professor quer começar, gente!". No fundo da sala, o zunzunzum continua e, aos poucos, vai abaixando o volume. O professor, então, começa a aula - aula de história, expositiva. Ao virar para o quadro, uma gargalhada explode! Com o rosto vermelho e totalmente tomado pela ira, o professor se vira e pergunta: "Qual é a graça?!". Um menino, no fundo da sala, se esbalda de rir, tentando, sem conseguir, se conter. Sentindo-se desrespeitado em seu poder e autoridade, o professor resolve expulsar o "engraçadinho", esticando ao máximo o braço e apontando seu dedo indicador para a porta da sala de aula. Ainda sob o efeito do riso sacudindo todo seu corpo, o menino sai. O professor olha para turma seriamente e diz: "Muito riso, pouco siso!".

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Mais uma vez se tapa o sol com a peneira em educação

De que planeta faz parte o Brasil, senhores? Nos últimos dias, venho acompanhando, mais uma vez, declarações acerca dos "ciclos" que me fazem pensar que vivo, de fato, cercada, nesse país, por extraterrestres.

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Reflexões sobre a construção da interdisciplinaridade presente nos PCNs do ensino médio

Após oito anos da assinatura da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) 9.394/96, e seis anos depois da publicação dos primeiros Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), professor brasileiro ainda sente insegurança quanto à utilização de contextos interdisciplinares, no ensino médio, e de transversalidades, no ensino fundamental. Como promover a interdisciplinaridade com um currículo escolar dimensionado tão estritamente que não deixa margem para uma atividade interativa ou para uma reflexão mais profunda sobre o conhecimento, sua produção, seu discurso e sua reprodução, entendida como reatualização dos conceitos, métodos e práticas científico-filosóficos e artísticos?

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Fígados e garrafas vazias

Um dos elementos mais curiosos na vida de um professor é essa história de conteúdo. Muitas vezes a gente ouve um colega dizer: "Como posso dar todo esse conteúdo com uma carga horária de quatro aulas semanais?". Imediatamente, a gente se pergunta: "O que significa 'dar o conteúdo'?".

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Sexualidade na sala de aula

Hoje, as crianças, em sua maioria, já sabem que o bebê "sai da barriga da mãe". Mas essa é a resposta mais simples. Outras perguntas complementares ainda suscitam dúvida e ansiedade no momento de serem respondidas, principalmente quando questionam "como o bebê entrou na barriga da mãe".

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Lições aprendidas em experiências de tutoria a distância: fatores potencializadores e limitantes

Muito embora diferentes classificações sobre o papel do tutor/orientador a distância venham sendo amplamente discutidas na literatura, ainda há poucos dados ancorados em pesquisas sobre a prática de tutoria em contextos a distância, mediados pelas novas tecnologias da informação e da comunicação. Tendo em vista que essas informações são de fundamental importância para o planejamento de ambientes e processos educativos a distância, este trabalho tem como finalidade oferecer subsídios para essa discussão, com base na análise dos resultados obtidos - as lições aprendidas - sobre os fatores potencializadores e limitantes do trabalho de tutoria/orientação a distância, em três estudos sobre programas de educação a distância (EAD), via Web.

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Educação e cultura ou morte

Eu sonho com um Brasil no qual a educação e a cultura sejam entendidas como frutos da mesma árvore sagrada do conhecimento. E não que coexistam em esquizofrênica separação, como agora. Cultura é tudo o que foi tocado pela mão e pelo espírito criador do homem. A mesa, que o engenho do homem extrai do tronco da arvore, é cultura. Assim como o romance, produção de um mundo simbólico, enriquece o imaginário do homem.

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Crianças soropositivas e escolas

Diante da realidade do HIV/Aids, ainda é um desafio fazer com que a escola continue cumprindo o seu papel, honrando sua responsabilidade institucional na sociedade e permanecendo no seu lugar, sem ser abalada como atingida por um terremoto, diante do fato de saber que, entre seus alunos, há uma criança/adolescente soropositivo. Esse desafio tem que ser enfrentado com muita informação, especialmente com base na legislação, que diz ser garantida a matrícula de alunos soropositivos na rede escolar e que o sigilo à sua condição é inegável.

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Ensinando e aprendendo com ioga

O início das aulas é, para professores, como o início do ano para outras pessoas. Geralmente, é um período em que são feitas inúmeras promessas a serem seguidas durante o ano letivo: ter obstinação para iniciar aquela tão sonhada pós-graduação, ter concentração para estudar mais, não se estressar tanto em sala de aula, manter o equilíbrio diante de situações desagradáveis com e entre os alunos, optar pela compreensão e serenidade em vez da autoridade - enfim, são muitas as promessas feitas pelos mestres, ainda relaxados depois das férias de verão.

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A educação inclusiva e a universidade brasileira

In: Espaço, nº 18/19 (dezembro/2002 - julho/2003)

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A pedagogia do absurdo

Anos atrás dei aulas de matemática numa escola pública de Prudentópolis/PR. Demorou pouco até perceber que os alunos estavam precisando menos de matemática que de conversa. Bastava tentar descrever a resolução de um exercício algébrico, com exemplos da vida real, e eles começavam a narrar os fatos, corriqueiros a princípios, citando situações comuns, e depois seguindo por caminhos mais tortuosos, onde moravam suas dúvidas mais urgentes, onde a teoria dava espaço aos soluços, ao riso, às decepções, às verdadeiras descobertas, que a disciplina escolar escondia sob um véu negro. Não era nos números que eles estavam pensando. A disciplina que praticavam fora da aula tinha outros métodos, juntava crendices de toda espécie, conceitos que se perpetuavam em tentativas frustradas de resolver problemas que sempre se mostravam insolúveis. A escola deveria apresentar as soluções, mas não sabia absolutamente nada sobre a vivência dos garotos.

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E agora, professor? Heterogeneidade em sala de aula

Uma questão muito presente no universo de desafios enfrentados pelos professores em seu dia-a-dia nas salas de aula é a que diz respeito às turmas em que a faixa etária dos alunos é muito variada. Se, por um lado, toda sorte de diversidade deve ser vista pelo professor como fonte de enriquecimento da ação pedagógica, também é verdade que se precisa lançar mão de estratégias especiais para envolver a todos, para evitar que linguagem, metodologia e conteúdo se tornem inatingíveis para os mais jovens ou desinteressantes para os mais velhos. Ou vice-versa.

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O lugar da escola na pedagogia do MST

Quase ao mesmo tempo em que começaram a lutar pela terra, os sem-terra do MST também começaram a lutar por escolas e, sobretudo, para cultivar em si mesmos o valor do estudo e do próprio direito de lutar pelo seu acesso a ele. No começo não havia muita relação de uma luta com a outra, mas aos poucos a luta pelo direito à escola passou a fazer parte da organização social de massas de luta pela Reforma Agrária, em que se transformou o Movimento dos Sem Terra.

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Furto em sala de aula

Cada vez mais os educadores propagam a necessária aproximação entre a escola e a "vida lá fora". O desafio é diminuir a distância entre o que se ensina na sala de aula e a realidade cotidiana, com suas riquezas e contradições. Às vezes, porém, alguns aspectos radicais da realidade invadem a sala de aula sem pedir licença, forçando os educadores a enfrentar problemas cujas soluções não estão nos livros didáticos. O roubo na sala de aula é um deles. Dinheiro e objetos pessoais de alunos, professores e funcionários desaparecem de mochilas, bolsas, armários... O que fazer, então? De quem suspeitar? Como encaminhar uma questão tão delicada sem ferir os princípios éticos que uma instituição educacional deve ser a primeira a preservar?

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O que vou ser quando crescer?

Um pouco como a universitária da música da Blitz, alguns adolescentes se veem perdidos quando chega o terceiro ano do ensino médio. As influências da família, da mídia e dos amigos somam-se às mudanças e incertezas no mercado de trabalho. A pouca maturidade, a falta de informação e a ausência de planejamento de longo prazo fazem que a busca da resposta para a pergunta presente no título seja fonte de grande ansiedade para alguns adolescentes e suas famílias.

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Aprendendo com Festas Juninas

Junho é um mês próprio para festas. É neste período que acontecem as festas religiosas chamadas juninas. Estas festas têm por si só um caráter ingênuo, que remete ao lúdico e ao engajamento de toda a comunidade escolar na sua realização. Assim, as festas, têm ajudado os professores ao longo de muitos anos a praticarem com os alunos tarefas extracurriculares. É a chamada interação, que fora da sala de aula, causa motivação e união entre alunos, pais, administração e mestres.

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Produção de saberes na escola: suspeitas e apostas

Escrito para o XI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (Endipe), realizado em Goiânia/GO, em 2002, o texto Produção de saberes na escola: suspeitas e apostas, do professor José Carlos Libâneo, da Universidade Católica de Goiás (UCG), faz um diagnóstico da pesquisa e das práticas pedagógicas.

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O que o professor deve fazer para se prevenir de doenças causadas pelo exercício da profissão?

O professor que tem dedicação exclusiva e dá aulas de manhã à noite para sobreviver passa por uma dezena de barreiras para conseguir chegar ao final do dia. Dorme pouco, tem as pernas inchadas por ficar muito tempo em pé, os olhos secos de tanto ler - lógico, já usando óculos -, dor nas costas por escrever no quadro-negro sempre mais alto que ele, voz rouca por pedir para os meninos ficarem quietos e prestarem atenção à aula e por apenas dar as aulas, nariz fungando causado pelo pó do giz. Dorme pouco e no dia seguinte... tudo de novo!

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Solto a voz na estrada... e na sala de aula

Ainda sobre a Saúde do Professor, desta vez o assunto é a voz. Responsável pela maior parte - 33,72% - dos problemas que afligem a vida dos mestres, a preocupação com a voz é constante e as ocorrências podem ir da simples rouquidão até problemas graves como nódulos que podem chegar ao câncer. Por isso, no dia-a-dia, é preciso que o professor tome cuidados especiais com a voz.

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Saúde do Professor

Dando continuidade aos artigos sobre a Saúde do Professor: apesar de ter altos índices de estresse e problemas com a voz as doenças causadas pela profissão do professor são várias. Alimentação e ambiente de trabalho são duas preocupações que revelam que as condições de trabalho não são as mais favoráveis. Dados do Dieese, de 2004, revelam, ainda, que as desvantagens da profissão trouxeram como consequência sua caracterização como carreira feminina, a chamada feminização.

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Conversa entre professores: vamos avaliar a avaliação?

Você já percebeu que em nosso meio educacional tem gente que fala mais do que faz? Ou ainda, fala uma coisa e faz outra? A verdade do discurso não está só naquilo que você diz, mas em como você diz. Mais ainda, você pode falar de democracia e ser um ditador e nem se dar conta disso. Será que a avaliação é um assunto bem avaliado? A avaliação da escola deveria permitir que as promessas alardeadas por educadores se tornassem concretas. E o que é avaliar?

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Fundação Getúlio Vargas volta-se para o ensino médio

Como o objetivo de se tornar um fórum de aperfeiçoamento do ensino médio brasileiro, a Fundação Getúlio Vargas marcou sua volta à área com o I Seminário Desafios do Ensino Médio, realizado em  agosto deste ano, no Rio de Janeiro.

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O educador sob algumas óticas ao redor do mundo

A educação atravessou séculos de história, levando pensadores antigos e atuais a explorar seu universo de incalculáveis possibilidades. É por intermédio de seus representantes mais ilustres, os educadores, que se articula o saber na relação ensino-aprendizagem. Pode-se estudar a atuação do educador desde há muito tempo, numa volta ao redor do planeta, do oriente ao ocidente.

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Crítica, razão e liberdade

Outro dia eu me peguei pensando: "por que danado eu trabalho como professor?". Essa é uma pergunta recorrente para quem leciona. Mas eu evito fazê-la porque existem alguns argumentos muito comprometedores para se deixar a sala de aula e ir ganhar a vida de outro modo nesse Brasil de miséria moral. O salário, a falta de prestígio social da classe, as condições de trabalho, tudo acabam empurrando você para um estado de apatia e descrença. Por isso eu evito pensar muito nisso, para não comprometer a qualidade do meu trabalho e tornar a minha vida de professor um calvário torturante e melancólico.

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Sua atitude pode influenciar o resultado de seus alunos?

Com base em pesquisa sobre como ensinar professores a ter uma atitude reflexiva ou crítico-reflexiva, o professor Antônio dos Santos Andrade defendeu a necessidade de se pesquisar o fracasso escolar a partir da relação professor-aluno.

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Educação a distância no Brasil

Não basta a simples existência de ideias transformadoras para que o mundo se transforme. É necessário, como se sabe, que as ideias conquistem um grande número de seguidores dispostos a colocá-las em prática, mesmo correndo riscos, o que só acontecerá se eles se convencerem, mesmo de modo algo intuitivo, de que essas ideias vão na mesma direção, tornam mais clara ou organizam a luta que já travam por seus interesses, necessidades ou aspirações coletivas. Depois, será preciso ainda que estejamos diante de condições sociais e históricas que favoreçam, ou não impossibilitem, a mudança pretendida e que, além disso, convivam com a resistência, sempre feroz, dos que se opõem à transformação (TRINDADE, J. 2002, p.18).

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O espírito interdisciplinar

Um dos grandes desafios lançados ao pensamento e à educação neste início de século e milênio é a contradição entre, de um lado, os problemas cada vez mais globais, interdependentes e planetários, do outro, a persistência de um modo de conhecimento ainda privilegiando os saberes fragmentados, parcelados e compartimentados. Donde a necessidade e a urgência, para uma reforma do pensamento e da educação, de valorizarmos os conhecimentos interdisciplinares ou, pelo menos, promovermos o desenvolvimento no ensino e na pesquisa de um espírito propriamente transdisciplinar. Creio que pode ser aplicado ao pensamento o que dizia Péguy da poesia: "quando a poesia está em crise, a solução não consiste em decapitar os poetas, mas em renovar as fontes de inspiração". Porque a reforma do pensamento longe de constituir um luxo intelectual, responde a uma necessidade vital: constitui um dos componentes fundamentais para "salvarmos" a humanidade face às forças terríveis que desencadeou sem ter condições de controlá-las.

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Contar histórias: uma linguagem de afeto

O processo de formação de um leitor começa bem antes dele aprender a decodificar a leitura a partir do texto escrito. O início deste caminho e a sedução para o mesmo se dão ainda no berço, através dos acalantos e parlendas e, claro, da ambiência de afeto que este momento propicia.

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Função paterna: a lei na contemporaneidade

O que para nossos antepassados era estabelecido como "pode" e "não pode" por intermédio da autoridade incontestável exercida pelo chefe da família - o pai - parece ter desaparecido do cenário atual com repercussões na vida das pessoas e na ordem social.

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Psicologia social na escola: relato de uma experiência

Este artigo relata uma experiência de atuação psicológica numa escola particular do município do Rio de Janeiro, ao longo de quatro anos letivos, em que a Psicologia Social foi utilizada como referencial teórico básico. Tem por objetivo discutir as transformações suscitadas naquele ambiente, partindo dos valores, das condições, vontades e projetos dos sujeitos ali presentes, bem como da análise do campo de forças estabelecido.

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A INFÂNCIA DA EDUCAÇÃO: O CONCEITO DEVIR-CRIANÇA

O que é a infância? A pergunta ressoa sem parar. Será que conseguimos levar a interrogação até onde ela consiga, de verdade, fazermo-nos interrogar? Será que nos perguntamos mesmo pela infância? Será que conseguimos interrogarmo-nos sobre nossa relação com a infância, sobre o que somos em relação à infância? Será que algo infantil nos atravessa com a pergunta?

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A situação da escola

Autores como Rui Canário, Pierre Bourdieu, Dumerval Trigueiro, Paulo Freire, Ivan Illich, Dermeval Saviani, Luiz Antonio Cunha, Daniel Thin e Marcio Costa, em algum momento, criticam a educação da maneira como ela é ministrada hoje e questionam a instituição escolar, modelo que está em crise desde o início de sua organização, no século XIX. Essa crise, na verdade, reside no modo de pensar a escola, pois nessa nova configuração social ela é vista como uma nova ordem econômica, uma nova ordem política e uma nova ordem social, segundo Canário.

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A arte e sua relação com o espaço público

O texto a seguir reúne trechos da palestra que Agnaldo Farias proferiu na abertura do V Encontro Técnico dos Pólos da Rede Arte na Escola, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), em 28 de abril de 1997. Logo na introdução, ele enfatizou que, antes de ser crítico de arte, é professor. "Na verdade, meu trabalho como crítico e curador é um desdobramento da minha atividade como professor", sublinhou, relatando um pouco da experiência de quem já lecionou Filosofia no ensino médio e vem participando ativamente do dia-a-dia do curso de Arquitetura da USP/São Carlos, desde sua criação, em 1985.

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Questões de arte e da aprendizagem da arte no Núcleo de Crianças e Jovens da Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Em 1992, o Núcleo de Crianças e Jovens da Escola de Artes Visuais do Parque Lage foi completamente reestruturado. As aulas foram suspensas e uma nova equipe pedagógica se reuniu sistematicamente durante todo um semestre.

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Inspirado no II Simpósio de Ciência, Arte e Cidadania

O professor falava sobre as diferenças e interrelações entre ficção científica, produção e divulgação de ciência, enquanto a pequena turma de pouco menos de 10 alunos ouvia atenta e silenciosamente. De repente, se ouviu uma canção de Gilberto Gil, cantada à capela por um grupo de vozes que vinham do exterior da sala de aula. Professor e alunos se entreolharam surpresos por um breve instante e, em seguida, voltaram à concentração anterior.

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Da linguagem à ilustração, uma nova criação

Nossa figura, quando refletida, nos joga num espaço invertido, ambíguo, entre a ilusão e a realidade, que lembra a inversão que o aparelho óptico opera durante o processo de captação da imagem pela retina. Quando nos deparamos com a nossa imagem no espelho, o olhar penetra numa falsa profundidade. Esse aspecto enganador, somado a sua frieza e lisura, faz que o espelho simbolize, mais do que qualquer outro objeto, a superficialidade e a vaidade que nos fazem reféns, num mundo dominado pela imagem.

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Reflexões sobre Arte, Museus de Arte e Aprendizagem de Arte

Acabei de ler, com entusiasmo, o trabalho da professora Maria de Lourdes Tura: Escola, Homogeneidade e Diversidade Cultural no livro Educação e Cultura: pensando em cidadania, da coleção Educação e Sociedade recém publicado pela editora Quartet. Lourdes tem se dedicado a investigar o campo da cultura escolar e a escola básica. Ela encerra sua argumentação ressaltando que rompendo-se o isolamento da escola com a comunidade que a cerca "O que se estará adquirindo, então, são ferramentas conceituais necessárias para interpretar a realidade e tomar decisões a partir daí. Uma dessas ferramentas será a capacidade de analisar o mundo em que se vive, dialogar com suas diferenças e inserir-se em um processo de emancipação, que possa acolher diferenças percebidas não apenas como organizadas numa justaposição que mantém suas fronteiras intactas, mas em uma interação que contamina as partes e instaura processos de transmissão/assimilação."

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Sobre o ensino de arte visual

É impressionante o poder de sedução que as obras de arte visual exercem nas crianças. Por meio dessas obras, como as pinturas, desenhos, esculturas, vídeos e filmes, as crianças obtêm informação e conhecimento de forma lúdica e divertida, além de sentirem sensações muito prazerosas. Talvez exista um tipo de identificação, pois as crianças utilizam a arte visual de modo natural e intuitivo, durante toda a infância. Elas desenham para expressar o que apreendem do mundo e delas mesmas.

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Projeto Portinari: uma reconciliação

Portinari não escolheu um bom momento para morrer. Suas tintas o intoxicaram aos 58 anos, privando precocemente o Brasil do pintor que lhe falava à alma. Cedo demais para perdermos Portinari, e justamente em hora crucial de nossa história. Ele foi-se em 1962. Estivesse vivo durante a ditadura que se implantou em seguida, faria ecoar pelo mundo sua militância de liberdade, dando cores e formas aos terríveis tempos em que era proibido pensar e sentir.

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Literatura infantil: possibilidades de leitura a respeito das diferenças

Este artigo tem como objetivo central indagar como questões relacionadas à diferença podem estar sendo transmitidas em histórias infantis. A partir de tal perspectiva, busquei realizar minha análise embasada teoricamente em conceitos como diferença, identidade e estereótipo, defendendo a literatura – e em especial a Literatura Infantil – no desenvolvimento do sujeito, pois acredito que sua importância se dê na medida em que sua prática estimule o desenvolvimento imaginário, literário e reflexivo do sujeito (Abramovich, 1994).

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Feira de Ciências. Por onde andam?

A contar pelo número de eventos programados e outros já ocorridos, 2005 é o ano da Ciência, na educação. No âmbito mais geral, foi escolhido o Ano Mundial da Física, em comemoração aos cem anos de publicação dos primeiros trabalhos de Albert Einstein. Foi também em abril de 2005 que assistimos ao imenso sucesso da Expo-Interativa - a mega feira de ciências que atraiu milhares de pessoas ao Riocentro, que aconteceu durante o Congresso Mundial de Museus de Ciência. Além disso, recentemente, o Ministério da Educação lançou a segunda edição do Prêmio Ciências no Ensino Médio, cujo objetivo é premiar projetos escolares inovadores nas áreas de ciências da natureza e matemática.

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As coisas belas são difíceis

Às meninas que representaram minha nação na ginástica olímpica em Atenas

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Bolinhas de gude!

No Brasil, é chamada de bola ou bolinha de gude por quase todo território. Gude era o nome dado às pedrinhas redondas e lisas retiradas dos leitos dos rios. Em alguns estados e regiões ela ganha nomes variados, como:

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Brincadeira de índio

Há 15 anos, o trabalho de Maurício Lima é pesquisar jogos de vários lugares do mundo. Um dia, ele percebeu que não conhecia registro sobre as brincadeiras dos índios brasileiros e resolveu ir a campo para saber como esses povos se divertem. Assim, nasceu o projeto de pesquisa jogos Indígenas no Brasil que, entre outras curiosidades, revelou o jogo da Onça.

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Jogos cooperativos e educação física

Há alguns bons anos, no início de uma aula de jogos cooperativos para estudantes universitários, professores e funcionários, comentei que, naquele dia, iríamos jogar voleibol. Percebi que uma das alunas, Berenice, ficou um pouco transtornada, até que ela se aproximou e me disse que iria embora, que não participaria da aula porque não sabia jogar vôlei. E complementou, já se voltando para a porta: "Sou péssima". Pedi para que ficasse e argumentei que, nas nossas aulas, os jogos eram sempre "meio" diferentes e que valeria a pena experimentar, mas que, ainda assim, ficasse à vontade para decidir.

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Novos paradigmas e saúde

A ciência clássico-moderna tem uma dupla origem. Do final do século XII, quando a obra de Aristóteles chegou ao ocidente via filósofos árabes interpretados pelos escolásticos, até Copérnico, a ciência se baseava nos escritos de Aristóteles. Este, propunha uma ciência do universal, e não do particular e, para isso, um método lógico de demonstração de verdades universais e necessárias, enfatizando no entanto a importância da pesquisa experimental e da investigação da natureza.

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Poesia, risco e desvelamento

é a linguagem que está a serviço da vida e não a vida, a serviço da linguagem

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Dalí: um artista da transgressão

Ao ser convidada para escrever um texto sobre os cem anos de nascimento de Salvador Dalí, perguntei-me o que um filósofo teria a dizer sobre a arte surreal, o onírico e o amor a Gala, sobre um artista tão sui generis quanto foi Dalí. Diante dessa questão, recordei-me de duas reportagens publicadas no fim da década de 80 sobre o pintor. Numa reportagem, publicada pouco antes de sua morte, falava-se de um Dalí velho, excêntrico, enclausurado em sua casa e que rompia com todas as normas vigentes. Na segunda, por ocasião de seu falecimento, contava-se do esplendor de um artista que morria e que deixava um legado maravilhoso em suas pinturas surrealistas.

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De anjo a criança e de criança a gene

Já não nos importamos mais com os anjos. Foram-se os dias em que éramos protegidos por suas asas, seus salmos e suas auréolas. Foram-se os dias em acreditávamos que os anjos, soldados do exército de Deus, tocariam as trombetas para avisar a volta de Jesus. Foram-se os dias em que acreditávamos que eles separariam os bons dos maus, no dia do Juízo Final. Eles não nos avisam mais sobre os desígnios de Deus. Eles não nos conduzem mais ao bom caminho e nem nos castigam quando erramos. Eles não nos curam mais, não nos abençoam mais, não intercedem a Deus por nós, nem levam os mortos para o purgatório. Eles não participam mais das liturgias e dos rituais divinos. Nós não nos importamos mais com eles. Nem os anjos caídos nos assustam, como antes. Não mais.

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Um remédio para as cinzas

Lendo a biografia de Bertrand Russell, um dos filósofos mais populares do século XX e um dos grandes responsáveis pelo impacto do uso da matemática no campo da lógica, nós nos deparamos com a seguinte confissão acerca do período de sua adolescência quando morava no litoral sul da Inglaterra: "Eu costumava a ir lá sozinho para olhar o pôr-do-sol e pensar em suicídio. Mas não me suicidei, porque queria saber mais sobre a matemática".

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Sócrates na parede

Uma vez, na época em que eu lecionava no ensino médio, um aluno chegou para mim e disse: “Professor, o Sr. é louco!”. Ele disse isso porque eu estava tentando explicar a ideia de Hume sobre a não fundamentação racional das nossas experimentações indutivas. Falando em língua de gente normal: estava tentando mostrar a ele que o sol pode não nascer amanhã, que a água pode, um belo dia, não ferver a 100 graus e que o Tylenol que ele sempre tomou para passar a febre qualquer hora dessas pode matá-lo.

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O Sarcófago de Sartre

Outro dia um antigo professor meu do curso de filosofia me encontrou na rua e perguntou: "E aí Pablo, virou jornalista?".  Lembrei imediatamente de Sartre e de uma história que contam sobre ele (não sei se é verdade). Dizem que Sartre tentou marcar uma audiência com Martin Heidegger e que o filósofo alemão teria dito: "diga que não recebo jornalistas". Fofocas à parte, existe um subtexto nessa história de "jornalista". Para um filósofo "sério" o jornal não é um lugar para se escrever. A velocidade e massificação das ideias suscitariam um sem número de equívocos conceituais e uma tão grande quantidade de mal-entendidos que não seria, filosoficamente correto, expor suas ideias para a massa, nas páginas de um jornal.

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Medo do Câncer

Folheio uma revista de banalidades na banca de jornal. Nem presto atenção na capa. Quando vou me retirando vejo que tem a foto do Clodovil e uma manchete: "Não tenho medo do Câncer". Por um segundo me pergunto: "por que é tão importante saber que Clodovil não tem medo do Câncer?". Lembro de uma aula na faculdade de filosofia sobre Martin Heidegger. O professor me diz: "morrer é diferente de experimentar a possibilidade da morte". Todas as criaturas que estão vivas morrem um dia.

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DA DURAÇÃO AO TEMPO ESPACIALIZADO: FILOSOFIA E CIÊNCIA EM BERGSON

O filósofo deve ir mais longe que o cientista. Fazendo tábua rasa do que é apenas um símbolo imaginativo, verá o mundo material resolver-se num simples fluxo, numa continuidade de escoamento, num devir.

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Filosofia no vestibular

A proposta de incluir a Filosofia no concurso Vestibular significa um reconhecimento do papel da Filosofia? Estamos preparados para o retorno da Filosofia ao Ensino Médio, que virá a reboque de tal decisão? Que formação temos na graduação e que formação poderemos levar para os jovens do Ensino Médio? Superamos a inutilidade da filosofia ou a reduzimos a mais uma matéria de prova?

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Pressupostos do ensino de filosofia no segundo grau: alguns aspectos históricos

O presente texto apresenta uma discussão contextualizada dos desafios que o ensino de Filosofia no segundo grau está enfrentando. A lei 9.394/96 redimensionou o papel da filosofia nos currículos escolares. Diante disto, proponho que as práticas dos professores devam se fundamentar em pressupostos teóricos, cujo movimento intelectual possa transformar a experiência imediata numa experiência compreendida.

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Futurama

Um dos maiores construtores de estradas que o século XX conheceu chamava-se Robert Moses. Ele entrou no cenário da engenharia mundial por intermédio do perfeito de Nova York, La Guardia, um sujeito baixo, careca e hiperativo, filho de judeus e italianos. No período mais obscuro da cidade, após o crash da bolsa, foi uma espécie de ícone que ajudou a reerguer a autoestima da cidade e sua capacidade de reação, amortecida pelas filas de desempregados a mendigar um pedaço de pão e um prato de sopa.

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Por que as bolhas de sabão são coloridas?

As ondas luminosas sofrem interferência, assim como dois pulsos criados nas extremidades de uma corda se interferem quando atingem simultaneamente o mesmo ponto. Veja a simulação:

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Einstein e seus Trabalhos de 1905 e 1915

Em 1905, a revista alemã Annalen der Physik publica três artigos do mesmo autor, um jovem pouco conhecido, Albert Einstein.

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Metáforas e ciência

A metáfora, habitualmente considerada uma figura de linguagem com funções ornamentais, nos últimos tempos vem sendo estudada como um poderoso instrumento do pensamento, uma fonte de explicação, e também em seu possível papel heurístico na pesquisa da natureza.

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Robert Hooke 1635-1703

Três séculos atrás, morria em Londres um dos cientistas mais criativos e versáteis de todos os tempos. Mas um reconhecimento maior da importância de sua obra só agora emerge, lentamente, das sombras do passado. Robert Hooke (1635-1703) deixou contribuições marcantes em muitos domínios do conhecimento: da física à biologia, passando por geologia, química, meteorologia e astronomia.

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Da pele morena ao branco total

A descoberta da radiação no infravermelho pelo astrofísico alemão Friedrich W.Hershel (1738-1822), em 1800, causou grande impacto na comunidade científica.Entusiasmado com esse feito e convencido da existência de uma simetria no espectro da radiação, Johann Wilhelm Ritter decidiu investigar a possível existência de outra forma de radiação invisível, no lado oposto do espectro da luz visível, além do violeta. Pouco depois, em 1801, ele descobriria a radiação no ultravioleta. Embora esse tipo de radiação possa ser prejudicial aos seres vivos, são muitos os benefícios oriundos de seu emprego. Lâmpadas de luz ultravioleta, por exemplo, são usadas para esterilizar equipamentos hospitalares e desinfetar produtos alimentícios.

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Raios

Foi isso que eu gritei quando encostei naquele fio desencapado do liquidificador. Estava tudo pronto para misturar alguns ingredientes explosivos para uma nova experiência, quando a corrente elétrica impertinente invadiu meu laboratório e tascou-me aquele choque! Raios!

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Magnetismo

Dia desses topei, na Internet, com o texto de um poeta maravilhado com a palavra ímã. Dizia ele:

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A teoria das supercordas

A mecânica que rege o comportamento do universo parece não se importar com o que nós humanos estipulamos como leis. Com efeito, a Lei da Gravitação de Newton, tida como fundamental até os idos de 1920, se transformou em caso particular quando Einstein formulou sua Teoria Geral da Relatividade. Hoje se cogita a possibilidade da teoria de Einstein ser um pormenor dentro da teoria das supercordas. Assim, como aconteceu com a teoria da relatividade, que aos poucos foi sendo digerida pela comunidade científica, surgindo descobertas espetaculares, como a predição da existência dos buracos de minhoca, ao que tudo indica, a teoria das supercordas parece seguir o mesmo caminho. A teoria das cordas e posteriormente chamada de supercordas ao englobar novas teorias, surgiu na década de 1960 quando cientistas, estudando o comportamento das partículas nos aceleradores, chegaram à conclusão que não se tratava de pontos como até então se imaginava, mas sim, de cordas vibráteis. As cordas seriam então os elementos básicos que formavam a matéria e todas as partículas conhecidas seriam o mesmo tipo de cordas, porém vibrando numa frequência diferente, o que lhes conferia suas propriedades específicas.

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Gravitação

Tradução: Leonardo Soares Quirino da Silva

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Dos elétrons aos confins do Universo

Nos últimos dias, foram divulgadas duas fantásticas conquistas da Ciência, que simbolizam os extremos do fascínio humano em querer enxergar cada vez mais longe e mais profundamente.

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A encruzilhada da globalização

Sendo animado por uma perspectiva de liberdade e dignidade humanas, é forçoso reconhecer que a globalização, além de ser uma construção ideológica legitimadora de um desenvolvimento destruidor e excludente em escala mundial, contém rupturas na continuidade do capitalismo. Por isto, a globalização nos leva a enfrentar novos desafios, onde velhas ideias e usadas estratégias são insuficientes. Estamos numa grande encruzilhada histórica. Queiramos ou não, para influir nos processos futuros devemos fazer face ao processo da globalização. Para isto, por mais difícil que seja, precisamos avaliar os limites e as possibilidades da crescente onda de contestação civil à globalização dominante. Ao mesmo tempo se nos impõe a necessidade de confrontar a lógica do terror e da guerra que os atentados nos EUA desencadeiam.

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Globalização: algumas reflexões

Este artigo tem por objetivo apresentar algumas reflexões sobre o processo de globalização. Para tanto, primeiramente expomos a origem do termo globalização e algumas das tentativas no meio acadêmico de chegar a uma definição que abarque a complexidade com que esse processo se manifesta em nossa sociedade. Em seguida, questionamos a ideia de homogeneização mundial, bem como a de perda da importância da escala local. Abordamos a importância das diferenças culturais entre as civilizações na construção de fronteiras entre os povos, como um elemento de exclusão e união num mundo "pseudoglobalizado". Finalmente, questionamos o mito da sociedade emancipada pela informação, que longe de integrar o mundo torna-se mais um agente de exclusão social em diferentes escalas espaciais de análise.

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Trabalho de Campo: prática andante de fazer Geografia

Este texto resulta de uma longa prática e envolve uma histórica e permanente reflexão acerca do modo como se revelam novos conteúdos a cada nova ação que se realiza, como a intrusão num lugar onde um acontecimento comum, quase insólito, que parecia inexplicável, uma fábrica de casacos de pele de coelhos em uma propriedade rural, que desenvolve, entre outras, as culturas de trigo e soja, no interior do município de Sarandi (lugar selecionado como parte da programação do projeto de formação continuada desenvolvido com os professores da rede municipal no ano de 1995), no centro-norte gaúcho, e que deu significado à abordagem das relações entre o rural e o urbano.

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Memórias do Cerrado

A cada ano, o fogo devora um bocado de Brasil. Milhares de quilômetros quadrados de vegetação nativa, muitas vezes protegidos em Unidades de Conservação do Ibama, viram cinza nos meses de inverno. Ecossistemas inteiros são sacrificados pelas queimadas, algumas acidentais outras intencionalmente provocadas por fazendeiros. O prejuízo ecológico é assustador, e a repetição anual do fenômeno nos faz temer o pior: a completa extinção de espécies animais e vegetais, o desaparecimento de boa parte dos ricos biomas brasileiros.

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Poluição atmosférica: Refletindo sobre a qualidade ambiental em áreas urbanas

No início do século XX, eram conhecidas as agruras da falta de água potável e de alimentos, mas julgava-se que o ar, necessário para a respiração dos seres humanos e de outros seres vivos, nunca deixaria de estar disponível de forma adequada à manutenção da vida. Contudo, a qualidade do ar tornou-se uma das maiores preocupações nesta virada de século.

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Industrialização da agricultura e formação do Complexo Agroindustrial no Brasil

A intenção deste trabalho é discutir as concepções que são utilizadas para análise das relações que se estabeleceram entre os setores agrícola e industrial e que caracterizaram a produção agropecuária brasileira nas últimas décadas, sobretudo as de setenta e oitenta, a partir da noção de Complexo Agroindustrial.

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A dimensão socioespacial do ciberespaço: uma nota

Profª. Msc. Michéle Tancman Candido da Silva

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Utilizando mapas no ensino da Geografia

Este artigo teve como ponto de partida o texto: "Cartografia no Ensino Fundamental e Médio" da professora Dra. Maria Elena Simielli. Em seu texto, Simielli aponta dois eixos em relação ao trabalho com mapas: um onde se trabalha com produtos já elaborados (mapas, cartas e plantas), para tornar o aluno um leitor crítico destes produtos; e o outro, onde o aluno é um agente participativo (elaborando maquetes, croquis). O aluno aqui é um mapeador consciente. Para Simielli é fundamental que haja uma alfabetização cartográfica a partir das séries iniciais (1a. à 4a. série). O trabalho com mapas no ensino de Geografia, segundo a professora, deve ser continuado nas demais séries do ensino fundamental e médio.

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A Territorialidade do Ciberespaço

Ao pensar, neste início de milênio, nas relações que se estabelecem entre a Geografia e o avanço das novas tecnologias informacionais, é possível fazer um estudo das novas bases das relações de socialidade na virtualidade do ciberespaço e os seus reflexos na base material da sociedade. Muitas vezes, a localização de nossos corpos não mais define o circuito de interações: a pessoa que agora passa, logo ali, adiante de nossa casa, encontra-se mais distante que o nosso amigo no Canadá.

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Dois agrarismos de fim de século

Em pouco mais de um ano, dois eventos alteraram os significados que o MST brasileiro e o neozapatismo do México vinham imprimindo ao imaginário das revoluções do século XX, ainda com apelo entre nós. Esses movimentos rebeldes não só testemunhavam e resistiam ao "fim do campesinato", como Hobsbawn chamara as transformações que remodelaram radicalmente o mundo rural no milênio, mas também, desde a segunda metade da década de 1990, relançavam valores extraídos de grupos agrários, como estímulo para novas militâncias.

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Giz ou gis na sala de aula? A utilização de sistemas de informação geográfica no ensino médio.

O título deste texto é uma brincadeira feita a partir da observações de pessoas que, geralmente, não conhecem o significado da sigla GIS, e quando se deparam com algum material produzido pelas técnicas da geomática (Ciência e tecnologia para obtenção, análise, interpretação, distribuição e uso da informação espacial.), tendem a trocar os nomes. Na verdade, GIS é a sigla, em inglês, do que chamamos de Sistema de Informação Geográfica (SIG). Existe alguma controvérsia no mundo acadêmico em relação à tradução do termo; muitos estudiosos utilizam a denominação Sistemas Geográficos de Informação (SGI) em detrimento do SIG. O texto se refere à utilização deste tipo de ferramenta no Ensino da Geografia. A atividade que será proposta é recomendada para alunos do Ensino Médio, dada à necessidade de realização de trabalho de campo, para o levantamento sobre algumas variáveis de uma área a ser determinada para o estudo.

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Revalorizações de Caio Prado Jr.

Desde 1988, quando a UNESP lhe dedicou um simpósio nacional, o reconhecimento a Caio Prado Jr. vem realçando o estilo formulador reformista que o publicista de São Paulo extraía da sua teorização sobre a formação social brasileira. Cada vez mais a interpretação de Brasil caiopradiana aparece como um constructo elaborado por um marxista profundamente ligado ao modo de pensar o país do nosso ensaísmo social, tal como apontou Antonio Candido ao colocá-lo entre os seus nomes mais clássicos, ao lado de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Hollanda.

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Inovação tecnológica e desenvolvimento da Cibercidade: O advento da Cibercidade

O objetivo desta conferência é evidenciar como o  processo de inovação tecnológica que está ocorrendo nas cidades submetidas à lógica da globalização influencia o desenvolvimento e a passagem da cidade industrial para a cibercidade a partir de transformações territoriais, econômicas, sociais e culturais. As principais questões enfocadas serão: Como pode-se conceituar Cibercidade?  Quais são as implicações das inovações tecnológicas no desenvolvimento da Cibercidade? Quais são os riscos  e os vieses ideológicos que atrelam a ideia da expansão das inovações tecnológicas ao advento da Cibercidade?

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Ciberalfabetização: um projeto pedagógico de Geografia

Este projeto de trabalho foi direcionado para adolescentes do segundo segmento do ensino fundamental, mas nada impede que também seja repassado a qualquer grau de ensino, desde que a clientela seja identificada no perfil de exclusão digital. Desta forma incluo neste grupo os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ou ainda membros da comunidade, que em horários alternativos queiram participar do curso.

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O tempo e as contramarchas do tempo

Olhando pela janela, Ana viu o tempo. Chovia. Fazia um friozinho morno dentro da sala. A sua condição atual não permitia que ela saísse. Também, com um tempo daqueles!

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O Surgimento dos Primeiros Computadores

A iniciativa de buscar desenvolver vários artefatos ou artifícios para quantificar objetos e coisas (o Cálculo) em dispositivos físicos e máquinas faz parte da história do processamento de dados, desde a invenção do ábaco, há mais de 5.000 anos atrás, e foi se aprimorando com:

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Ciberespaço, a ambiguidade do concreto e do abstrato

Estudar e conhecer as origens do ciberespaço e as consequências de sua existência é importante para compreendermos como espaço e sociedade estão organizados atualmente.

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A guerra de três mundos

Essa é a história de um outro mundo que vive à espera de um outro mundo. E nenhum desses dois mundos é o nosso. Por isso, para prosseguir na leitura, é preciso que o leitor se dispa de suas noções de possível e impossível. Se eu fosse fazer a genealogia do terror muçulmano, o leitor se perderia num emaranhado de nomes de difícil pronúncia. Teria de voltar aos precursores dos homens-bomba, os adeptos da seita dos assassinos, no século XI, que inauguraram os ataques suicidas. Mas não será necessário recuar tanto. Porque a sustentação teórica do terror islâmico contemporâneo foi elaborada no século XX. Dois nomes se destacam: Hassan Al-Banna e Sayyid Qutb. Conhecê-los, saber o que pensam e o que pregam, é fundamental para entender a al-Qaeda e Bin Laden. É este o propósito da série de três artigos que tem início hoje. Se eu obtiver êxito, o leitor nunca mais achará que a possibilidade de um ataque terrorista usando armas atômicas é apenas uma paranoia. E, talvez, passe a admitir que, contra essa gente, nossa forma ideal de combate, nós que não gostamos de guerras, não tem serventia. Porque o lema que eles usam desde 1928 - "preparem-se para a Jihad e sejam amantes da morte" - não é uma frase vazia.

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A mulher seminua e o ódio ao Ocidente

No texto "A guerra de três mundos", tentei mostrar como a Irmandade Muçulmana, criada em 1928 por Hassan Al-Banna, lançou as bases teóricas do terrorismo islâmico contemporâneo, ao estabelecer que é obrigação de todo muçulmano lutar, sem medo da morte, para que o islamismo volte a um idealizado estado de pureza dos tempos do Profeta. Com o slogan "a morte na luta por Deus é a nossa grande esperança", o objetivo do grupo era reviver o califado, com a reunião de todas as nações muçulmanas reconvertidas. Apesar da repulsa ao Ocidente, a Irmandade acenava, porém, até o fim da década de 1940, com uma espécie de compromisso. No manifesto "Na direção da luz", Al-Banna disse: "As pessoas imaginam que a nossa maneira muçulmana de viver nos desconecta do Ocidente. E isso só serve para perturbar nossas relações políticas com eles justamente agora que estávamos para estabelecê-las. Nada é mais fantasioso. Porque os porta-vozes do Ocidente sempre disseram que todas as nações são livres para estabelecer seus próprios caminhos, desde que não infrinjam os direitos dos outros". Mas tudo isso iria mudar ainda na década de 50, com a aparição de Sayyid Qutb, principal ideólogo da Irmandade depois do assassinato de Al-Banna pelos agentes secretos do governo egípcio. Na verdade é Qutb, e não Al-Banna, quem é hoje o principal mentor dos atuais terroristas.

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A capacidade nuclear de Bin Laden

No texto "A mulher seminua e o ódio ao Ocidente", expus as ideias de Sayyid Qutb, que radicalizou a herança do fundador da Irmandade Muçulmana, Hassan al-Banna, estabelecendo a necessidade de uma Jihad global para a conversão do mundo ao Islã. Qutb confirmou a noção de Al-Banna de que a Jihad não é apenas defensiva, mas ampliou-a, deixando para trás a noção de que o terror islâmico deixaria o Ocidente em paz se o Ocidente deixasse em paz o mundo muçulmano. Em seu livro Sinalizações na estrada, Qutb diz: "Pode acontecer que os inimigos do Islã considerem conveniente não tomar nenhuma medida contra o Islã, se o Islã os deixar sozinhos em suas fronteiras geográficas para que continuem o domínio de alguns homens sobre outros homens, e se o Islã não estender a eles a sua declaração de liberdade universal. Mas o Islã não pode concordar com isso". E complementa: "De fato, o Islã tem o direito de tomar a iniciativa. Ele não é uma herança de nenhuma raça particular ou país. O Islã é a religião de Deus e é para o mundo inteiro. Ele tem o direito de destruir todos os obstáculos na forma de instituições e tradições que limitem a liberdade de escolha dos homens". Foi o que fez a al-Qaeda ao atacar as Torres Gêmeas e o Pentágono. Os terroristas tomaram a iniciativa.

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Política social e combate à pobreza

A política, de acordo com Silveira Bueno, é uma ciência que envolve relações entre os Estados, entre as nações, entre blocos de nações, entre a sociedade civil organizada ou não organizada, entre todos os povos que habitam o planeta, entre as pessoas, visando a obtenção de resultados previamente desejados. Sendo assim, a busca dos objetivos que possam satisfazer, politicamente, todo este complexo social e mundial deve ser complicadíssimo, ou seja, trata-se de uma equação de difícil solução e com permanente introdução de novas variáveis. Desta forma, mesmo que reduzíssemos toda essa relação a um simples contrato mercantil e/ou social escrito, datado e assinado por todos, a parte relativa à política social, por si só, já seria complexa, representaria uma cláusula obrigatória no capítulo que dispõe sobre as obrigações coletivas e que, de acordo com Sérgio Henrique Abranches, deve ficar a cargo do Estado. Porém, aquilo a que assistimos nas últimas décadas do século XX foi um crescimento exponencial de organizações não-governamentais (ONGs) atuando no segmento das políticas sociais, assumindo e operacionalizando ações em áreas histórica e majoritariamente ligadas ao Estado, tais como saúde, segurança e educação. Mas, ainda de acordo com Abranches, pensar em política é pensar em conflito e poder. Um conflito caracterizado pela negociação e regulado por instituições que também atuam no campo político e no poder que revela como os seus detentores o usam para praticar atos que reduzem as chances dos mais fracos.

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Movimentos sociais, tecnologias de informação e o ativismo em rede

Assim como os atores políticos e econômicos se globalizam, também se globalizam os coletivos sociais, incorporando o que as novas tecnologias de informação e comunicação melhor lhes oferecem, de forma a compensar a desigual distribuição de recursos e poder.

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Milton Santos (03/05/26 - 24/06/01)

No dia 3 de maio de 1926 nascia, no interior da Bahia, o geógrafo Milton Santos, um dos mais importantes representantes do pensamento livre e original da academia brasileira. Foi conhecido primeiro no exterior, onde viveu e se tornou célebre, para só então ser reconhecido no Brasil, quando recebeu o Prêmio Vautrin Lud, em 1994, equivalente ao Nobel na Geografia.

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Crise de identidade? Na Geografia?

Globalização e ciberespaço, mais facilmente associados aos estudos de economia ou sociologia, por vezes podem causar espanto quanto aparecem tratados por geógrafos. Algumas pessoas chegam a pensar que a ciência passa por uma crise de identidade. Nada mais longe da verdade.

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Qual o papel da Instituição Estado na Globalização Contemporânea?

Quando o assunto é "Globalização" e levando em conta os encontros e questionamentos levantados no curso, chegamos a uma conclusão: o Processo de Globalização gerou uma maior visibilidade da miséria e a exclusão de grande parte do mundo, principalmente de boa parte do continente Africano, da América Latina e do continente Asiático. Dessa forma, a ideia defendida pela mídia de uma globalização modernizadora e que teoricamente colocaria as barreiras do mundo moderno abaixo, viabilizou a claridade de grande parte da população mundial abaixo da linha da pobreza e dessa forma fora dessa economia de consumo, mesmo que de um consumo dito de massa. Sendo assim, a grande velocidade verificada no desenvolvimento tecnológico atual e sua vinculação imediata à mídia de todos os tipos, nos dá a entender que essa modernização tecnológica possibilitaria um acesso cada vez maior a esses produtos, o que num primeiro momento aconteceu. Contudo, já se verifica fronteiras a essa expansão do consumo pelos motivos abordados anteriormente.

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Nos embalos de sábado à noite: chuva de Leonídeos

Nas noites de novembro de 2001 o céu foi invadido por uma brilhante chuva de estrelas-cadentes. O fenômeno, ou melhor, o espetáculo, é chamado chuva de Leonídeos, e acontece sempre no mês de novembro, quando a Terra passa próximo aos "restos" de gelo e pedra deixados pelo cometa Tempel-Tuttle.

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A Cultura Personalista como Herança Colonial em Raízes do Brasil

Sérgio Buarque de Holanda inicia uma síntese do que seria seu futuro livro, publicado em 1936, Raízes do Brasil, afirmando que a principal contribuição brasileira para a civilização seria a cordialidade. Tendo como referência uma análise elaborada por Ribeiro Couto, a respeito da especificidade latina, Sérgio Buarque enfatizaria a importância da noção de "homem cordial". Esse pressupõe lhaneza no trato, hospitalidade, generosidade, virtudes estas características da psicologia do brasileiro.

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Cinema: A Arte do Real

No dia da primeira exibição pública de cinema - 28 de dezembro de 1895, em Paris - um homem de teatro que trabalhava com mágicas, Georges Méliès, foi falar com Lumière, um dos inventores do cinema; queria adquirir um aparelho e Lumière o desencorajou, disse-lhe que o "cinématógrapho" não tinha o menor futuro como espetáculo, era um instrumento científico para reproduzir o movimento e só poderia servir para pesquisas. Mesmo que o público, no início, se divertisse com ele, seria uma novidade de vida breve, logo cansaria. Lumière enganou-se. Como essa estranha máquina de austeros cientistas virou uma máquina de contar estórias para enormes plateias, de geração em geração, durante quase um século?

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Filme Histórico: Uma Luta Estética e Ideológica

A concepção heroica e pomposa da história, os grandes vultos, a história pacífica são, quase sempre, as características encontradas nos filmes históricos brasileiros, independentemente de qualquer pressão governamental. Basta lembrar que todos os temas dos filmes anteriores ao Cinema Novo, voltaram nas últimas décadas. Por exemplo: em 1917 temos um Tiradentes, ou O Mártir da Liberdade, e em 1977 vemos o lançamento de um O Mártir da Independência, Tiradentes de Geraldo Vietri. Diferenças técnicas à parte, é possível dizer que estes filmes trazem o mesmo tratamento em relação ao tema: valorização do herói. Por isso, não podemos dizer que as formulações da estética e da visão ideológica, que embasam a realização de filmes históricos, sejam de responsabilidade dos governos. Na verdade, há um complexo mecanismo através do qual se impõem tanto a visão histórica quanto a visão estética presentes nos filmes.

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Macunaíma e Retrato do Brasil: A Construção da Identidade Nacional, sob o Traço da Luxúria

A aproximação entre Macunaíma, de Mário de Andrade, e Retrato do Brasil, de Paulo Prado, consiste na proposta fundamental deste trabalho. Tal aproximação estabelecer-se-á através do tema nacionalismo - comum a ambos os textos -, num diálogo permanente com o contexto histórico-cultural do Brasil na década de 20.

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NAÇÃO E CIVILIZAÇÃO NOS TRÓPICOS: O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO E O PROJETO DE UMA HISTÓRIA NACIONAL.

O pensar a história é uma das marcas características do século XIX, ao longo do qual são formulados os parâmetros para um moderno tratamento do tema. O discurso historiográfico ganha foros de cientificidade num processo em que a "disciplina" história conquista definitivamente os espaços da universidade. Neste processo, o historiador perde o caráter de hommes de lettres e adquire o estatuto de pesquisador, de igual entre seus pares no mundo da produção científica. No palco europeu, onde desde o início do século este desenvolvimento é observável, percebe-se claramente que o pensar a história articula-se num quadro mais amplo, no qual a discussão da questão nacional ocupa uma posição de destaque. Assim, a tarefa de disciplinarização da história guarda íntimas relações com os temas que permeiam o debate em torno do nacional. Em termos exemplares, a historiografia romântica nos permitiria um campo fértil para detectar e analisar tais relações. O caso brasileiro não escapará, neste sentido, ao modelo europeu - e isto certamente trará consequências cruciais para o trabalho do historiador em nosso país -, ainda que deste lado do Atlântico outro será o espaço da produção historiográfica. Não o espaço sujeito à competição acadêmica própria das universidades europeias, mas o espaço da academia de escolhidos e eleitos a partir de relações sociais, nos moldes das academias ilustradas que conheceram seu auge na Europa nos fins do século XVII e no século XVIII. O lugar privilegiado da produção historiográfica no Brasil permanecerá até um período bastante avançado do século XIX vincado por uma profunda marca elitista, herdeira muito próxima de uma tradição iluminista. E este lugar, de onde o discursismo historiográfico é produzido, para seguirmos as colocações de Michel de Certeau, desempenhará um papel decisivo na construção de uma certa historiografia e das visões e interpretações que ela proporá na discussão da questão nacional.

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Ordenar, Civilizar e Instruir

Para os dirigentes imperiais, manter a Ordem e difundir a Civilização se apresentavam como condições para dar maior coesão àqueles que constituíam a classe senhorial, na defesa de seus monopólios, em especial o da mão-de-obra. Eram tarefas que se apresentavam como condições também para garantir a expansividade da classe senhorial, buscando não apenas alcançar o mais distante e arredio dos seus componentes, numa expansão horizontal, mas ainda, em certos casos e ', alguns elementos da própria plebe, numa expansão vertical.

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Alberto Santos-Dumont

O pai da aviação, Alberto Santos-Dumont, nasceu no dia 20 de julho de 1873, no Sítio de Cabangu, em Minas Gerais.

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O Rio de João

Mané Garrincha, lendário craque do Botafogo e bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (1958 e 1962), chamava todos seus adversários de "João". Fosse numa pelada descalça em campo de terra batida, fosse em uma final de Copa do Mundo, o que o Mané queria era fazer os "Joões" de bobos.

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O Brasil no Império Americano

A História conta que os Estados nacionais e o moderno sistema econômico e político mundial nasceram praticamente juntos, nos séculos XV e XVI. Ou, mais precisamente, nos conta que o próprio sistema mundial foi uma construção e um produto da expansão extraterritorial dos primeiros Estados nacionais europeus. Depois de nascer, esse sistema mundial se manteve, nos 500 anos seguintes, sob  égide da política europeia e do seu sistema interestatal. Mas não é verdade que neste período o Estado nacional tenha destruído ou substituído todas as demais formas de organização do poder territorial, e sobretudo os Impérios, como pensam Paul Kennedy e Charles Tilly, entre outros. É verdade que os primeiros Estados europeus nasceram da luta contra o império muçulmano e da resistência ao império dos Habsburgos. Mas todos esses Estados também se transformaram depois, por um caminho ou outro, em Impérios, dentro ou fora da Europa. Impérios que duraram muito e que só foram desmontados na segunda metade do século XX. Por isto, o mais correto é dizer que o império, ou a "vontade imperial", foi sempre uma dimensão essencial dos próprios Estados nacionais europeus. Além disso, esta vontade imperial foi a grande responsável pelo nascimento do sistema político mundial, hierarquizado a partir de um núcleo central, composto pelas grandes potências.

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O Século da Mulher

Texto preparado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) para a exposição "O Século da Mulher"

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O Mito de Perseu

Perseu era um filho de uma mortal, Danae, e do grande deus Zeus, rei do Olimpo. O pai de Danae, o rei Acrísio, havia sido informado por um oráculo de que um dia seria morto por seu neto e, aterrorizado, aprisionou a filha e afastou todos os seus pretendentes. Mas Zeus era deus e desejava Danae: entrou na prisão disfarçado em chuva de ouro, e o resultado dessa união foi Perseu. Ao descobrir que, apesar de suas precauções, tinha um neto, Acrísio fechou Danae e o bebê numa arca de madeira e os lançou ao mar, na esperança de que se afogassem.

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História política em primeira pessoa

Como acontece com qualquer assunto, falar sobre política pode ser enfadonho ou estimulante. O descrédito da classe política com a população acaba afugentando a maioria das pessoas de pensar, se informar e discutir o tema, exceto nos obrigatórios períodos eleitorais. E este é o principal problema: entender a política como uma obrigação restrita ao voto e limitada ao presente.

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A carta de Caminha

Primeiro de maio de 1500

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A carta de Caminha: comentários

A carta de Caminha - o mais minucioso e importante documento relacionado à viagem da esquadra de Cabral ao Brasil - foi publicada pela primeira vez apenas em 1817, mais de trezentos anos após haver sido redigida, como parte do livro Corografia Brasílica..., de autoria de Manuel Aires do Casal . Isto significa que, até essa época, a história contada sobre a viagem de 1500 foi substancialmente diversa da narrada depois. A carta de Caminha contém informações e pormenores sobre a viagem até o Brasil e a estadia nesse país inexistentes nas outras fontes conhecidas.

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O processo de independência do Brasil

Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:

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Iraque: tempo da colheita

Há um ano atrás a estátua de Saddam Hussein caía em Bagdá. Houve gente que comparou a imagem veiculada pelas redes de TV do mundo com a queda do muro de Berlim. Mas haviam  diferenças substanciais entre os dois acontecimentos. Primeiro a quantidade de pessoas. Em Bagdá foram algumas centenas, em Berlim foram milhares. Em Bagdá vivia-se uma invasão estrangeira, em Berlim a unificação de um país dividido em dois por quase quarenta anos. Em Bagdá a pressão pela derrubada do regime de Saddam veio de fora para dentro, em Berlim a unificação começou de dentro para fora.

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Anno 2000

É incrível como mudou o mundo do início do século XX até hoje, ano 2000. A revolução da eletricidade não apenas intensificou a urbanização e o progresso tecnológico, como alterou por completo as relações geopolíticas entre os países.

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A reabilitação da política no pós-64

Relatando certo contexto intelectual do imediato pós-64, Daniel Pécaut equaciona bem os dilemas de orientação que as esquerdas enfrentaram quando postas ante à nova circunstância do regime militar. O autor realça que então se teria formado, nessas áreas da oposição, considerável unanimidade em torno da interpretação segundo a qual a ruptura política de 1964 resultara do esgotamento do modelo de industrialismo via substituição de importações e que, hegemonizado por interesses e grupos atrasados, o novo regime encarnava um espírito conservador que o levaria para à estagnação econômica e a ter vida curta.

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Um revolucionário à frente de seu tempo

Tirandentes, Joaquim José da Silva Xavier, um dia disse: "Esta terra há de ser um dia maior que a Nova Inglaterra! Mas, as suas riquezas só as poderemos alcançar no dia em que nos libertarmos do jugo dos portugueses para sermos os senhores da terra que é nossa".

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Cultura iorubá: da África para o Novo Mundo

O que levou ao colapso o velho império Oyo? Uma versão popular da história oral é que o império caiu porque o alafim Awole (1789-c.1796), fraquíssimo imperador que sucedeu ao alafim Abiodun (c.1774-1789), rogou uma praga no povo iorubá!

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Independência de novo

Estamos às vésperas de uma das grandes datas históricas brasileiras, o 7 de setembro, dia em que o Brasil declarou sua independência de Portugal. Mas, para além de todas as tediosas comemorações oficiais de praxe, temos uma boa oportunidade para rever e repensar a nossa história e o modo como ela é ensinada na escola, nos níveis fundamental e médio. E por que deveríamos rever e repensar a história? Não basta ter aprendido uma vez e guardar o aprendido como saber consolidado para, quando surgir uma oportunidade ou necessidade, repeti-lo? É claro que não. A história, ainda que tratando de fatos passados, é um saber vivo, em constante transformação.

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Crioulos Pretos

Monografia apresentada à diretoria do curso de graduação da Universidade Salgado de Oliveira como requisito parcial para a obtenção do título de  Licenciado em História, sob a orientação do Prof.º Dr. Eduardo Marques da Silva. São Gonçalo - 2006

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Desafios metodológicos da produção historiográfica moderna do cérebro de obra

Em todo o mundo têm sido criados institutos de pesquisa, programas de estudos e laboratórios de estudos historiográficos do tempo presente que lutam por uma maior atenção ao seu fazer científico.

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Da utilidade da poesia

Talvez a poesia seja pioneira no setor de "autoajuda", antes de haver editorialmente este termo. Desde adolescentes colecionamos versinhos de diversos autores em agendas e, muitas vezes, dizemos deles: "Esse verso sou eu! Parece que ele me conhece!". Outras vezes um verso salva uma pessoa, noutras, muda uma vida ou várias. Tenho dedicado minha vida a popularizar o gênero. Como sabemos, até hierarquicamente o gênero poesia é desprezado. As premiações para romance e contos, por exemplo, nos mais prestigiados concursos do mundo, são sempre mais avultosas do que os valores para a poesia. Como se pudesse haver hierarquia entre os gêneros. Acabo de publicar o meu primeiro livro de contos e pude me ver diante da insistente pergunta afirmativa de variados jornalistas: "Bem, agora que você já está escrevendo contos, pretende também chegar até o romance?". Ora, falam como se houvesse uma evolução. Estamos falando da arte da escrita e cada uma de suas modalidades possui um tecido diferente. Acaso nas artes plásticas um escultor é melhor do que um pintor? Muitas vezes o cara é um grande romancista e não foi capaz de um verso; eu não conheço nenhum poema de Virginia Woolf, e tampouco posso dizer que Fernando Pessoa é menor do que Gabriel Garcia Marquez.

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Educando pela leitura ou a educação literária pede passagem

No final de 2001 foi assinada lei estadual sacramentando a extinção da literatura como matéria escolar de ensino médio no Rio de Janeiro. Poucos de nós perceberam ou tomaram conhecimento, até porque não haveria caminho de volta - mais ou menos como aconteceu nos anos 1980 com as disciplinas de sociologia e filosofia, no antigo 2º grau, quando também poucos souberam a tempo de fazer qualquer coisa e salvar tais disciplinas. O modelo escolar pragmatista americano anda vencendo algumas batalhas em nosso meio. Entre breves clamores e fogos fátuos, no caso da literatura, houve de fato uma reação de alívio por parte dos alunos, apesar da preocupação dos professores de língua e literatura (nacionais) com a redução de sua carga horária, dos espaços e tempos de trabalho. Essa reação - dos alunos - me parece ter sido bastante autêntica, já que raros eram aqueles satisfeitos com as aulas de literatura na escola, que classificavam de 'mistura inútil de história com português'.

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Ler e escrever na cultura digital

Nas culturas que não conheciam a escrita, a transmissão da história se dava através das narrativas orais: o narrador relatava as experiências passadas a ouvintes que participavam do mesmo contexto comunicacional. Era uma espécie de história encarnada nas pessoas: quando os mais velhos morriam, apagavam-se dados irrecuperáveis pelo grupo social. O saber e a inteligência praticamente se identificavam com a memória, em especial a auditiva; o mito funcionava como estratégia para garantir a preservação de crenças e valores. O tempo era concebido como um movimento cíclico, num horizonte de eterno retorno.

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Morfogênese e teleologia das imagens na literatura infanto-juvenil

A principal ferramenta do design, assim como da ilustração é o desenho. Atrelado à configuração de objetos e sistemas de informação o desenho se relaciona com o texto, seja como elemento que atua junto à tipografia ou indiretamente no planejamento dessas produções estéticas nas quais a ilustração se insere.

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A literatura poética e possíveis usos didáticos

A interdisciplinaridade em sala de aula é um tema importante e que deve sempre ser explorado pelo professor. Neste artigo, mostra-se como Física e Literatura podem formar um belo dueto para tornar mais interessante a interação entre ambas.

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A criança e a literatura: travessias de criação pelo saber da experiência

A literatura infantil já está consolidada como um ramo da produção cultural brasileira que tem oferecido um cabedal de textos de valor artístico. Os textos se abrem para as muitas possibilidades de interferência do leitor, que se potencializa, tornando-se mais conhecedor de si, do mundo e mais crítico em suas relações com a palavra escrita e/ou falada. A literatura, como uma das formas de experiência estética, propicia esta expansão: a leitura e a escrita se tornam uma linguagem que comunga, que compartilha experiências de vida e abre espaço para crítica. E também entra em contato com as especulações, e não com as certezas, usando a fantasia como meio de se experimentar a realidade. Possibilita, desta maneira, a discussão das verdades estabelecidas, abordando os conflitos, sem dirimir as divergências. Chega-se ao texto não para resolver questões, mas para ver estampado nas linhas criadas pelo escritor questionamentos que fazem parte da vida do leitor.

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O súbito desaparecimento da cidade na ficção brasileira dos anos 90

A reflexão que vou apresentar foi provocada, fundamentalmente, por duas experiências que vivi no correr de 1996, na cidade do Rio de Janeiro.

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Cornélio Penna

Cornélio? Quem? Quando se fala de Cornélio Penna, quase sempre se ouve isso. Poucas são as pessoas que já ouviram falar do escritor e pouquíssimas são aquelas que leram ao menos um de seus livros. Nascido em 1896 em Petrópolis, município do Rio de Janeiro, Cornélio foi autor de uns dos romances mais singulares da literatura brasileira. Por conta dessa singularidade, sua obra, composta de apenas quatro títulos – dos quais seu último romance, A menina morta, de 1954, é o mais famoso –, nunca teve grande recepção do público, embora tenha sido (e ainda seja) incensada por uma pequena parcela de críticos. Mas, mesmo para um público leitor mais especializado, talvez Cornélio Penna seja mais um dos “verbetes” obscuros que figuram nos compêndios da literatura brasileira.

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De Erico Veríssimo para Clarice Lispector

No ano do centenário de nascimento de Erico Verissimo escolhemos alguns escritores que também nasceram neste mês para homenageá-los - tanto Erico como os outros. Foi também uma forma de agrupar nesta homenagem por período mais uma grande escritora que também nasceu - 10 de dezembro de 1920 - e morreu 9 de dezembro de 1977 neste mês: Clarice Lispector (coincidentemente a minha predileta). Quer dizer: dezembro tem muito a nos oferecer em termos de datas marcantes com fatos envolvendo esses dois escritores.

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Lúcio Cardoso: um corcel de fogo e ideias

Lúcio Cardoso nasceu em 14 de agosto de 1912, em Curvelo, Minas Gerais. Foi autor de diversos livros, entre os quais Crônica da casa assassinada, que, com certeza, fez dele um dos grandes escritores da literatura brasileira. Além de escritor, Lúcio deixou sua marca em diversas áreas do meio cultural. Foi roteirista e coprodutor dos filmes Almas adversas (1948) e A mulher de longe (1949), no qual também atuou como diretor. Na área teatral, além de escrever algumas peças, foi um dos criadores do Teatro de Câmera. Nas artes plásticas, aventurou-se como pintor. As cores fortes e os temas da noite e da morte estavam presentes tanto na literatura como no cinema e na pintura. Era o mesmo Lúcio, o da busca incessante dos males da alma e da escrita, cujas palavras eram também as imagens e os gestos.

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Rosa de todos os sertões

Mais do que prodígio (lia em francês desde os seis anos), era um cordisburguense das Gerais. Minas-linguagem. Montanhas aleijadinhas. Vai carlos ser gauche na vida. Vai joão ser gauche na língua. Quatro anos de evitação. Fugiu o mais que pôde de ser imortal na cadeira que lhe aguardava. Uma vez aceito, o infarto levou-o para outras paragens, outras campinas... outras veredas.

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Onde foi parar seu R$ 1,00?

Eu, você e ele fomos comer em um restaurante, e a conta foi de R$ 30,00. Decidimos dividi-la: eu paguei R$ 10,00, você pagou R$ 10,00, ele pagou R$ 10,00.

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Dez mandamentos para o professor

Ao formular os mandamentos, ou regras, acima, tive em mente os participantes das minhas classes, professores secundários de Matemática. Entretanto, essas regras se aplicam a qualquer situação de ensino, a qualquer matéria ensinada em qualquer nível. Todavia, o professor de Matemática tem mais e melhores oportunidades de aplicar algumas delas do que o professor de outras matérias.

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Desafio Olímpico

A Grécia, sede das Olimpíadas de 2004, não foi apenas o berço dos Jogos, mas, entre diversas outras coisas importantes, também tem uma lista de peso de filósofos famosos. Entre eles, inclui-se Pitágoras. Dizem que ele apresentou a seus discípulos um instigante desafio, o qual, agora, gostaríamos de apresentar a você. Preste bem atenção e boa sorte!

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O Fim da Trigonometria

As crianças estão indo mal nas provas? É muito simples. Vamos eliminar dos testes de matemática as questões de trigonometria, vamos esquecer os isômeros e os ácidos orgânicos na química e, em biologia, deixar de lado termos difíceis como mitocôndria e complexo de Golgi. A ideia, que à primeira vista parece digna do pessoal do "ministério do apagão", tem consistência e é o resultado de mais de 15 anos de trabalho do Project 2061 (www.project2061.org), da AAAS (Associação Americana para o Progresso da Ciência). A AAAS deve divulgar nos próximos dias o guia "Designs for Science Literacy (Projetos de Alfabetização Científica) com recomendações polêmicas para os "curricula" dos ensinos fundamental e médio. Em linhas gerais, o "Designs" vai sugerir a redução dos tópicos abordados pelas escolas, a remoção de detalhes considerados desnecessários e a limitação do vocabulário ao mais essencial. Por exemplo, ficam gene, membrana e célula saem mitocôndria, complexo de Golgi e ribossomo. "Designs" é apenas uma sugestão da associação, que já produziu outros documentos análogos, para autoridades educacionais, professores, editoras e autores de livros didáticos elaborarem os "curricula". A ideia, ao contrário do que pode parecer, não é embrutecer os jovens norte-americanos, colocando-os na trilha já percorrida pelo presidente George W. Bush, mas fazê-los entender o que lhes é ensinado. E o fato de que os estudantes dos EUA não estavam se saindo bem em relação a alunos de outros países foi constatado pelo Timss (www.timss.org), um estudo comparativo, envolvendo dezenas de nações, que avalia o desempenho de estudantes em ciência e matemática. Em 1995, na primeira versão do Timss, os alunos norte-americanos da 4ª série se mostraram bons em ciência, ficando entre os primeiros colocados, mas, em matemática, não se sobressaíram, permanecendo entre a média das nações. Na 8ª série, ficaram na média tanto em ciência quanto em matemática. Mas, na 12ª série, o último ano do ensino médio, o desastre foi total. Os norte-americanos figuraram entre os últimos colocados em todas as disciplinas. Em 1999, a última versão do estudo, foram testados apenas alunos da 8ª série. Não se verificaram mudanças importantes. O Brasil não participa do Timss. Não era preciso ser um gênio da estratégia para constatar que algo precisava ser feito. A AAAS, cujo Project 2061, já desenvolvia um trabalho de longo prazo com a educação científica _o 2061 é uma referência à próxima passagem do cometa de Halley_ decidiu examinar melhor os livros didáticos. A primeira constatação, óbvia, é a de que são os livros didáticos que definem, na prática, o que os alunos aprendem e deixam de aprender. A segunda, menos trivial, conclui que o material, de um modo geral, é muito ruim, apesar de ser o mais extenso e pesado de todos os países que participam do Timss. A ignorância científica de um norte-americano pode surpreender. Um vídeo produzido pelo Observatório Astrofísico Harvard-Smithsonian chocou a comunidade científica dos EUA. A equipe perguntava a alunos da 4ª série e a formandos do prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT) de onde vinha a massa das árvores. As respostas dos dois grupos foram muito parecidas: do sol, da água, do solo. Obviamente todas elas estão erradas. Os alunos do MIT ficaram surpresos quando foram informados de que a matéria das árvores vinha do dióxido de carbono atmosférico, isto é, do ar. "O ar não poderia pesar tanto", comentou um dos formandos do MIT. Houve aqui uma falha grave na aprendizagem do conceito de matéria. A hipótese do pessoal do Project 2061 é a de que os livros didáticos e, por extensão, os "curricula" perderam o foco. Ensinam muita coisa e muito mal. Enquanto um livro de ciência da Alemanha ou do Japão cobre entre 8 e 17 tópicos para as 4ª, 8ª e 12ª séries, nos EUA, os estudantes são defrontados com entre 50 e 70 assuntos. As obras podem ser atoladas com boxes sobre carreiras científicas, depoimentos de membros de minorias que fazem ciência, digressões sobre o efeito estufa e o lixo nuclear. São questões obviamente importantes e interessantes, mas que podem estar obnubilando o principal, que é entender os conceitos sejam eles os de matéria, gene, triângulo. Parece razoável afirmar, com a AAAS, que a proliferação de temas, detalhes e terminologia técnica pode estar contribuindo para a ignorância científica do norte-americano, sem prejuízo de outros fatores, é claro. De minha parte, acho razoável incentivar "curricula" mais "limpos". Conteúdos não são um fim em si mesmo. Utilizo um lema meio desgastado, mas no qual acredito: o mais importante é aprender a pensar. É relativamente inútil conhecer todas as reações bioquímicas do ciclo de Calvin e ignorar que o ar é matéria e tem peso e que o ciclo de Calvin serve, entre outras coisas, para a planta fixar o gás carbônico atmosférico. Mais grave até, o conhecimento ligeiro sem a capacidade de reflexão leva a equívocos de bom tamanho. Alguém pode estudar os átomos e achar que eles têm existência concreta, que têm um grau de realidade maior do que o de mero modelo teórico. Aqui, o erro deixa de ser uma informação problemática para tornar-se uma concepção tosca de realidade. Para pensar o mundo (e não entendê-lo, o que me parece impossível), é preciso antes de mais nada dominar os conceitos com os quais nos habituamos a esquematizá-lo. Os conteúdos curriculares são sem dúvida importantes, mas, se não se assentarem sobre uma base conceptual mais sólida, são vazios. O que se ensina na escola, antes de ser um valor em si mesmo, é uma ferramenta pedagógica e como tal deve ser encarado. Se não formos capazes de transmitir aos jovens a noção de que a ciência não é um retrato fiel do mundo, mas apenas uma aproximação teórica bastante provisória e que será com toda certeza modificada ou pelo menos ajustada amanhã, estaremos, na melhor das hipóteses, gerando idiotas sabidos.

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Qual o tamanho do infinito?

Fascinante seria especular sobre a origem da noção de infinito no espírito humano. Teria algo a ver com a percepção da finitude da vida diante do tempo? A percepção da imensidão que nos separa das estrelas? A visão do horizonte como algo inatingível? Existem tribos que só sabem contar até dez. Possuem elas a noção de um infinito? Da eternidade dos espíritos, por exemplo? Não estariam todas essas possíveis origens ligadas ao sentimento primeiro do tempo como uma sucessão de eventos? Se assim o é, o que impede que essa noção se estenda ao processo de contagem? Fato é que em algum momento da história da humanidade, o infinito irrompeu no universo da matemática revelando-se, ao mesmo tempo, alicerce para seu desenvolvimento e fonte de problemas filosóficos ainda sem soluções.

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Memórias do Riacho Ipiranga

Um dia, estava eu a correr livre e alegremente, sendo apenas um riacho, um afluente da margem esquerda do rio Tamanduateí - que na língua tupi-guarani significa muitos tamanduás -, quando ouvi um brado retumbante à beira de minhas margens plácidas.

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A farra dos sacos plásticos

O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

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O caminho das pedras

Qual é a cara do Brasil? Futebol, mulatas, samba, carnaval? Segundo pesquisa de José Murilo de Carvalho com cariocas, em 1990, essas imagens da nação não constituem o que temos de mais brasileiro, de mais importante. O Brasil se distingue do mundo, em primeiríssimo lugar, pela exuberância e força de sua natureza.

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Aquecimento global: o alarme está acionado

Comentar o tempo, reclamar do verão que não houve, do calor exagerado fora de hora ou da chuva intermitente é coisa corriqueira entre nós, desde os antigos. O clima é algo que nos afeta, mas escapa de nosso controle. E o máximo que fazemos é olhar o céu, reclamar, lamentar ou acompanhar as previsões do tempo nos noticiários de TV. Isso se não somos trabalhadores da agricultura ou desempenhamos outra atividade que dependa do clima, ou ainda, quando não somos nós as vítimas de enchentes, de desabamentos ou da seca. E, mesmo nestes casos, os desastres naturais são entendidos, quase sempre, como condenação divina ou acasos da natureza.

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Caranguejo, camarão e eternidade

Um feriado é uma ilha. As ilhas são lindas em suas solidões. Mas lindo ainda é um feriado pousado no meio de um oceano de dias banais. No último feriado, saí com a família atrás de comer caranguejo pelas praias do litoral de nosso estado.

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A crônica de uma morte anunciada

Nasci pequena. Uma semente verdinha, chatinha, com uma pelagem resistente e lisa. Com certo brilho também. Igual a mim, muitas de minhas amigas. Somente a metade de nós consegue germinar. É assim que somos, como a Natureza nos fez.

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Biodiesel: óleos vegetais podem ser opção ao petróleo

A tendência de alta nos preços do petróleo e a preocupação de se criar mecanismos ecologicamente sustentáveis reacenderam o interesse no uso de combustíveis oriundos de óleos vegetais como substitutos ao diesel produzido do petróleo. Pesquisas sobre esse tipo de combustível foram desenvolvidas no Brasil no final dos anos 1970 e início dos 1980, não passando da fase de testes.

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A matemática — em números alarmantes — da degradação do meio ambiente

O meio ambiente vem sendo assolado por destruições. Isso é fácil verificar nas árvores que aqui existiam e agora não existem mais, nas garrafas PET, nos lixos de dentro de casa e até no lixo espacial que já polui a biofesra. São índices tão altos que foi preciso usar a matemática para mostrá-los de maneira mais concreta. A seguir, então, a análise do professor Gouvêa vista por intermédio da realidade de números.

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Guerra e Ortografia

Com os ataques terroristas contra os Estados Unidos, jornais e revistas nacionais se veem invadidos por uma enxurrada de palavras não-portuguesas, adaptadas sem muita convicção à nossa língua via imprensa internacional em inglês. Entram em cena hamas, hezbollah, jihad, al-qa'ida, abu nidal, mujahidins, mulás e campeão de audiência - talibãs. Epa! Como foi que eu escrevi? É talibã, grafia que os jornais do Rio de Janeiro vêm registrando, ou taleban, como têm preferido os jornais de São Paulo?

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Descobrimos o gene da linguagem?

Há pouco tempo, jornais andaram alardeando a descoberta do gene da linguagem. Num trabalho em equipe, linguístas e geneticistas publicaram, na revista americana Nature (respeitada publicação científica), a descoberta de um gene que estaria diretamente relacionado à linguagem.

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Língua Portuguesa - uma conversa à mesa

A maior de todas as heranças é uma língua, define a ordem. Corrente, coerente, impura, devassa, a língua se mostra rubra e clássica.  -  defende um bom modernista. Ela vive nas trovas e desce pelas encostas, aponta o estudioso. Arranha a costa continental e se mistura a essa outra tão impura quanto esta. Alcança os cheiros e os temperos, observa o cônego faminto (ah... grande EÇA). O que fazer na Índia se não esperar o império alastrado? - afirma o nobre... destemperado. E a África não foi a mesma e Portugal se viu aberto, fendido, difuso e maltrapilho, pelas ruas de Lisboa. Lisboa??? Ahhh, pessoa... Enquanto não foi isso, CAMÕES é ovacionado e vaiado. Tem a corte e tem o Degredo... quem o não conhece? Saudade é coisa que nunca arrefece. Saudade é lusa, vocábulo tão prenhe de melancolia que os portugueses nem precisaram de filosofês. O mediterrâneo vive ali. Gregos e latinos falam pelo viver, e dizer, de uma língua. Mas a língua é viva, se não fenece. É preciso não fenecer, é preciso recorrer... então, antes que os padres e algozes da corte fechassem totalmente os céus pátrios... homens atiraram-se em caravelas por terras talvez (quem sabe?) nunca dantes navegadas. Não era só a fome... havia o sonho e o desejo... e o Quinto Império atiçou o começo de uma história que já existia e quando mal percebemos ela se finda... Mas não finda na língua. Há que se amar Itacoatiaras, Piratiningas, Jaboatãos, Itabaianas, e tantos dizeres fortes que nem de regras precisavam. A língua era viva. Iemanjá, Oxóssi, e esse quinto império fincou espaço e tornou-se messiânico. Espera-se a chuva no nordeste. Até hoje. Espera-se que deus, sendo brasileiro, não se esqueça de ser humano. E Sebastião nunca vem... Por onde andará tiãozinho? Então que ribamares nos povoem, que genésios e ramalhos nos digam do futuro o que todos aguardam .

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Dicionário: convite para jogar

O dicionário é um livro curioso. Examinando um Aurélio ou um Houaiss fechado entre as mãos, não dá para acreditar que ali estejam registradas todas as palavras da língua que usamos. Apresentam-se, orgulhosos, com a intenção de totalidade, em infinitas páginas, grossos e pesados volumes. Lado a lado com o espanto e a intimidação diante do "tamanho" do Português, assalta-nos uma sensação de incredulidade: "Será possível que eu não sou capaz de pensar em nenhuma palavrinha que não esteja impressa ali?".

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Independência na ponta da língua

Independência, sim! Malgrado os alarmistas alarmados que em tudo veem traição às tradições, a língua é nossa e ninguém tasca! Não carece de ser casta, cheia de não-me-toques, medrosa de promiscuidades exógenas. Língua é pra botar pra fora, papilas gustativas receptivas às novidades, que tudo processam e recriam no caótico cotidiano das ruas, das casas, feiras livres, alarido radiofônico em alto-falantes, discursos de palanque e programas de auditório. Toda tribuna é válida, tudo vale a pena na arena viva do falar e do escrever. Eis a verdadeira independência cultural brasileira: nossa plena liberdade criativa.

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Amor gramatical

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural, alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda jovem, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por literatura e filmes ortográficos.

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Desafio de carnaval

Para quem gosta de samba, eis nosso desafio:

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Cristais Líquidos

Uma forma interessante de matéria é o estado líquido cristalino ou mesomórfico. Este estado, embora observado pela primeira vez há quase 100 anos, tornou-se objeto de intensa investigação. O estado líquido cristalino é o único da matéria que combina as propriedades dos estados sólido e líquido. No estado líquido cristalino existe um ordem molecular menor do que num sólido; contudo, maior do que num líquido comum. Os sólidos cristalinos têm os seus átomos organizados em uma rede espacial; esta organização macroscópica se propaga por distâncias de até milímetros, ou seja, podemos pegar um cristal nas mãos. Um líquido como a água, por exemplo, não tem essa ordem posicional, então as moléculas estão colocadas de forma aleatória no espaço. Um cristal líquido tem propriedades tanto de um sólido cristalino (uma certa ordem) como do líquido (a fluidez). Embora seu aspecto seja o de água, num microscópio podemos ver um certo grau de orientação. Compostos que podem formar cristais líquidos tendem a ter moléculas compridas e razoavelmente rígidas. Um exemplo de uma molécula deste tipo é o para-azoxianisol, ilustrado abaixo.

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O ver-de novo

No dia 28 de março, aconteceu um novo desastre ecológico, descrito como o pior já testemunhado no Brasil. Um reservatório de uma indústria de papel, situada na cidade de Cataguazes, Minas Gerais, rompeu e liberou cerca 1,4 bilhão de litros de água contaminada por produtos tóxicos, como soda cáustica, chumbo e outros produtos utilizados na fabricação de papel, no rio Pomba, que corta o norte e o noroeste do Estado do Rio e deságua no rio Paraíba do Sul.

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Avaliação de Software Educativo: Reflexões para uma Análise Criteriosa

Uma das tarefas do multiplicador do Núcleo de Tecnologia Educacional do PROINFO - MEC é avaliar crítica e criteriosamente os softwares de uso educacional, pois são eles que determinam as possibilidades de uso dos computadores na educação. Para iniciar uma discussão sobre os critérios para uma avaliação de softwares educativos torna-se necessária uma reflexão sobre o papel do computador nas escolas, a influência do mesmo no processo de aprendizagem dos alunos e uma contextualização do conceito de avaliação do ponto de vista construtivista.

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Construindo conceitos matemáticos com Logo

Estamos caminhando para uma transformação no aprender, notado pelo acelerado e profundo processo de mudança que a relação de ensino e aprendizagem vem sofrendo nas escolas, diante das transformações que a informática, a multimídia e a realidade virtual estão impondo à sociedade.

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Informática na educação: instrucionismo x construcionismo

O termo "Informática na Educação" tem assumido diversos significados dependendo da visão educacional e da condição pedagógica em que o computador é utilizado. Os pesquisadores do NIED e do CED têm atuado segundo uma abordagem de uso do computador na educação onde o termo "Informática na Educação" significa a inserção do computador no processo de aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades de educação.

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Fundamentos dos Usos Educacionais do Office 2000

Nesta atividade temos um propósito: produzir relatórios de suas experiências e descobertas sobre fundamentos psicológicos e pedagógicos para o uso educacional do Microsoft Office2000.

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Informática para a mudança na Educação

O Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo), da Secretaria de Educação a Distância (SEED) do MEC, produziu uma publicação destinada a orientar os professores para a utilização da informática como ferramenta educativa.

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As inovações tecnológicas a serviço da educação

Desde fins do século XIX, as grandes invenções ou inovações tecnológicas do mundo das comunicações têm sido associadas ao seu potencial de uso pela educação. Primeiro foi o telégrafo, depois o telefone, em seguida o cinema, e assim por diante. Essa era a ideia que inventores e visionários tinham tanto da tecnologia como da educação. Juntavam uma a outra, porque as valorizavam ao máximo e desejavam ver suas invenções produzindo benefícios para toda a humanidade.

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Uma perspectiva da ciência no limiar do século XXI

Os conceitos e teorias da ciência não se desenvolvem autonomamente. Eles têm uma profunda relação com o contexto histórico em que se desenvolvem, tanto no aspecto cultural como no econômico, social e político. Esta relação se dá em mão dupla. A ciência é influenciada pelo contexto social em que nasce e se desenvolve, de onde se nutre com os meios materiais e institucionais de que necessita, com a motivação intelectual e ética, bem como com a demanda econômica e política para equacionar e resolver problemas. A ciência, em outro sentido, influi neste contexto social através dos seus resultados apropriados pela sociedade ou pelos setores nela dominantes para aplicações tecnológicas. Influi, também, na visão de mundo, exportando através da filosofia, para outras áreas do saber e da prática, seus paradigmas.

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O compromisso social das escolas públicas com as novas tecnologias da comunicação e da informação

Este texto é uma breve reflexão sobre o compromisso social das escolas públicas num mundo globalizado. Pretende destacar a importância das novas tecnologias como uma grande aliada no processo de construção de conhecimento. Como as escolas, os professores conseguem rever e alterar seus métodos tradicionais de ensino, rompendo com modelos preestabelecidos de autoritarismo, enraizados durante séculos em sua história institucional e de vida. A perspectiva de mudar esses paradigmas neste mundo cheio de conflitos e incertezas é apresentada como desafio para o ensino contemporâneo.

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Redes de conhecimento e professores: impacto da tecnologia na escola

Estamos em uma sala de aula do início dos anos 1950, na França. Os alunos, com os ombros levantados, olhar fixo, acompanham a fala da pessoa que lhes veio apresentar um aparelho de TV. A professora, com o corpo tenso, a face virada para os alunos, tenta ver, com os cantos dos olhos e espanto na face, o que fala o expositor, a única pessoa à vontade na sala. É a primeira vez que um aparelho de televisão entra em uma sala de aula no país.

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Diferentes usos do Computador na Educação

Para a implantação do computador na educação são necessários basicamente quatro ingredientes: o computador, o software educativo, o professor capacitado para usar o computador como meio educacional e o aluno. Todos eles têm igual importância e serão devidamente tratados ao longo desse livro. Entretanto, esse capítulo apresenta uma visão geral dos diferentes usos do computador e, especificamente, descreve os diferentes tipos de software educativo: um ingrediente com tanta importância quanto os outros pois, sem ele, o computador jamais poderá ser utilizado na educação.

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Educação na Atmosfera Eletrônica

Tradução e adaptação: Janete Bolite Frant

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Nem tudo o que reluz é ouro

Vamos tratar aqui da responsabilidade que recai sobre o educador que resolve incorporar, em sua prática, novos meios como as linguagens audiovisual e multimídia e a informática com programas, Internet, hipertextos e linguagens de programação. Que critérios seguir? De que forma separar o joio do trigo, o que é útil do que não é?

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Educação e pandemia

Educação e pandemia

Artigos publicados na revista Educação Pública sobre a pandemia

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Atenção: Submissão de artigos

Prezados autores, prezadas autoras,
estamos realizando uma atualização de nosso sistema editorial. Por isso, a revista Educação Pública não estará temporariamente recebendo novos trabalhos para publicação. Vale ressaltar que os artigos já recebidos estão em processo de avaliação e, se selecionados, serão publicados.

Quando o sistema voltar a funcionar normalmente - o que esperamos que aconteça muito em breve - retomaremos o processo de submissão de novos trabalhos que tratem de temas ou relatem experiências relevantes para a Educação Básica no Brasil.

14/10 a 18/12 | Festival do Filme Científico

De 14 de outubro a 18 de dezembro, o Brasil recebe a segunda edição do Science Film Festival, festival de cinema dedicado à promoção da ciência e da educação científica por meio do audiovisual. O tema deste ano é sustentabilidade e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) – a seleção de filmes voltados a professores, estudantes e público geral aborda questões que duramente afetam o planeta hoje, como mudanças climáticas, biodiversidade, inovação e tecnologia, energias limpas, entre outras. No Brasil, a mostra traz 14 vídeos de países como Tailândia, Alemanha, Chile e Canadá, todos dublados ou legendados para o português brasileiro, destinados a crianças e adolescentes.

site do evento

17 a 20/11 | XI Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História

Educação: Tem o poder de transformar

O Centro de Estudos “O bem viver e a resiliência dos povos indígenas no cuidado com a Amazônia" recebeu os representantes dos povos indígenas
- Iolanda Pereira da Silva, do Povo Macuxi;
- Michel Oliveira Baré Tikuna, do Povo Baré e Tikuna;
- e o procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida;
- e o coordenador do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental, Marcos Wesley de Oliveira.

Veja o video

Caminho para a liberdade

"A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele."
Hannah Arendt (1906-1975).

Educadores brasileiros

Dermeval Saviani

"A educação é uma atividade que supõe a heterogeneidade no ponto de partida e a homogeneidade no ponto de chegada."

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